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Sentença a caminho

Sítio de Atibaia pode levar Lula a cumprir mais 12 anos de prisão

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Marta Nobre, Edição

A juíza federal Gabriela Hardt já pode sentenciar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desta vez, no processo envolvendo o sítio Santa Bárbara, em Atibaia. Lula está preso em Curitiba, onde cumpre pena de 12 anos e 1 mês.

Se for condenado no ovo processo, Lula pode cumprir mais 12 anos de prisão. As alegações finais da acusação e da defesa já estão em poder de Gabriela Hardt.

No processo, o ex-presidente é acusado de receber supostas propinas de R$ 1 milhão das empreiteiras Odebrecht, OAS e Schahin. O valor corresponde às reformas bancadas pelas empresas no sítio Santa Bárbara, em Atibaia. O imóvel está em nome de Fernando Bittar, filho de Jacob Bittar, ex-prefeito de Campinas e amigo do petista.

Em alegações finais, Lula nega a acusação e afirma ter sido perseguido tanto por Sérgio Moro, quando exercia a magistratura, quanto por Gabriela Hardt.

Já seus delatores, como Marcelo Odebrecht, Emílio, e outros agentes da empreiteira, pedem o reconhecimento da eficácia de suas colaborações e que sejam aplicados os benefícios previstos em lei.

Léo Pinheiro, da OAS, que também incriminou Lula em depoimento, também requer o reconhecimento de que colaborou e pede atenuantes de pena. Outros executivos da empreiteira, Agenor Medeiros e Paulo Gordilho, pedem absolvição e negam participações em ilícitos.

Segurança de Lula, Rogério Aurélio Pimentel também pediu para ser absolvido e rechaçou a acusação de lavagem de dinheiro. No entanto, afirmou ter tocado as obras do sítio e recebido envelopes de dinheiro para bancar as obras.

Fernando Bittar, dono do imóvel, pediu para ser absolvido, mas disse não ter pago pelas reformas.

Também acusados, José Carlos Bumlai e Roberto Teixeira, negaram as acusações.

Já a Operação Lava Jato reiterou pedidos de condenação para todos os acusados e afirmou que ‘farta prova documental’ põe Lula como ‘proprietário de fato’ do sítio.

Além da ação do sítio, Lula também já pode ser sentenciado no âmbito do processo em que é acusado de propinas de R$ 12,5 milhões da Odebrecht, por meio de um terreno onde supostamente seria sediado o Instituto Lula e o apartamento vizinho à sua residência, em São Bernardo.

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