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Missão impossível?

Situação racha e Délio tenta evitar sangria entre laranjas da OAB-DF

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Autor/Imagem:
José Seabra - Foto de Arquivo

Délio Lins e Silva Jr vive hoje um velho dilema: com um olho no peixe e outro no gato, o presidente da seccional Brasília da Ordem dos Advogados do Brasil precisa mostrar outra de suas grandes qualidades – a de um alfaiate capaz de fazer costuras e transformar um remendo de candidaturas em nome de grife.

Com seu segundo mandato expirando no final do ano, a grande missão de Delinho é saber escolher um nome capaz de derrotar os verdes de Ibaneis Rocha e grupos de outras matizes nas eleições de novembro. Mas o racha é grande. E se a disputa fosse hoje, o néctar que sai de uma doce fruta teria o sabor de um suco de limão siciliano, conhecido por ser bem mais azedo do que seu primo taiti.

Embora geograficamente distante de Brasília, é fácil sobreviver nesse mundinho virtual que às vezes chega a assombrar. Mesmo aqui do Nordeste, é fácil analisar um quadro com informações às vezes distorcidas, outras bem fundamentadas. Mas o básico – e é o que Délio Jr procura – indica que o candidato dos laranjas, se conseguirem evitar uma disputa fraticida, será uma combinação de habilidades, características e qualidades específicas.

O que o presidente da OAB-DF procura para ocupar sua cadeira – e tem muita gente ao seu redor com essas qualidades – é um advogado que apresente em seu currículo ética e integridade. Até porque, a Ordem é uma instituição que preza por isso. Ou seja, o sucessor, no que depender de Delinho, deve ser um exemplo desses aspectos, demonstrando conduta à altura do cargo e transparência em todas as suas ações. Tentar carreira solo, com metralhadora giratória mirando diferentes alvos, pode ser prejudicial.

Mas a busca por uma saída contraditória por uma alternativa oposta existe. Quem Délio quer realmente fazer seu sucessor? São muitos os pretendentes que buscam seu apoio. Seria o caso da bem articulada Cristiane Damasceno, que carrega a bandeira de gênero e também racial? O fiel escudeiro Eduardo Uchoa, que nos últimos anos comandou todos os projetos sociais – como vacinação da Covid e distribuição de cestas para advogados na pandemia – e foi a ponte com as subseções, seria viável? Que tal, como outra ponta de lança, a atual vice-presidente, Lenda Tariana, que na eleição passada surgiu do nada como uma representante da jovem advocacia e, creiam, esperando um bebê. Por último, ou melhor, em primeiro, o financiador das duas campanhas de Delinho. Vem a ser Paulo Poli Maurício. Se for essa a opção, a força do dinheiro se imporá mais uma vez no processo eleitoral da seccional da Ordem.

Entretanto, ao que se conhece de Délio, sabe-se que ele fará a opção por um advogado de perfil mais abrangente. Entre outras qualidade, destacam-se, segundo avaliam amigos próximos do presidente da OAB-DF:

1. Conhecimento Jurídico: É fundamental que o sucessor tenha um conhecimento jurídico sólido, compreendendo as nuances da legislação e as questões enfrentadas pela comunidade jurídica.

2. Liderança: Um bom presidente precisa ter habilidades de liderança para guiar a Ordem, inspirar confiança nos membros e liderar equipes eficazes.

3. Comunicação Eficaz: A capacidade de se comunicar de forma clara e eficaz é essencial. Isso inclui habilidades de negociação, capacidade de persuasão e uma abordagem diplomática para lidar com diversas situações.

4. Visão Estratégica: O candidato que Délio busca deve apresentar uma visão clara do futuro da Ordem e desenvolver estratégias para alcançar os objetivos da instituição, garantindo o avanço da advocacia e a defesa do Estado Democrático de Direito.

5. Empatia: A capacidade de entender e se colocar no lugar dos membros da OAB e dos cidadãos é fundamental para ocupar o cargo. Isso inclui a defesa dos interesses da classe e a busca de justiça para toda a sociedade.

6. Habilidade de Tomada de Decisão: Um presidente frequentemente enfrenta decisões difíceis e complexas. Portanto, é importante ter a capacidade de analisar situações rapidamente e tomar decisões assertivas.

7. Trabalho em Equipe: Ser capaz de trabalhar em equipe e promover um ambiente colaborativo é crucial para o sucesso da presidência da Seccional da OAB brasiliense, pois isso envolve lidar com diversos setores da sociedade e representar os interesses da categoria de forma unida.

8. Resiliência: A presidência da OAB pode enfrentar desafios e críticas. Um bom presidente deve ser resiliente, capaz de lidar com pressão e contratempos, mantendo o foco nos objetivos da instituição.

9. Compromisso com a Justiça e os Direitos Humanos: A OAB tem um papel importante na defesa da justiça e dos direitos humanos. Portanto, um bom presidente deve estar comprometido com esses valores e trabalhar ativamente para promovê-los.

Essas são apenas algumas das qualidades que Délio vem buscando em seu eventual sucessor. Porém, nunca é demais lembrar que cada contexto e cada gestão exigem ênfases diferentes em determinadas habilidades; contudo, esses princípios fundamentais podem e dever ser aplicados.

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