Olhar e sentimento
Sobre ‘Cânticos para marujos espaciais’ de Gilberto Motta
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Ao ler o texto ” Cânticos para marujos espaciais “, de Gilberto Motta, pude ouvir múltiplas vozes.
Talvez o tom me lembre Rubem Braga, já que o texto é isento de ufanismo.
Talvez recorde Mário de Andrade, já que traz um anti herói (como Macunaíma): um marujo que não sabe nadar em mares lunares.
Relembra Gilberto Gil desde a epígrafe oportunamente utilizada (“Poetas, seresteiros, namorados, […] é chegada a hora de “)
Talvez remonte a Bergson por refletir sobre as dimensões do tempo.
Mas é, com certeza, Gilberto Motta: um poeta contemporâneo que, ao escrever bela crônica sobre o lado oculto da Lua, afirma que:
“O tempo constrói narrativas dispersas”.
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Edna Domenica é professora, autora de O Setênio (Tão Livros, 2024) e co-autora de Rapsódia da Rua da Mooca (Tão Livros, 2026).