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Flor cândida e pura

Soneto de Capitu

Publicado

Autor/Imagem:
Dona Irene - Foto Francisco Filipino

Oh! Flor do céu! O! Flor cândida e pura!
Que enfeita o firmamento e a natureza
Tua vida é brilho; teu amor, beleza
Que em teu seio minh’alma transfigura

Nos dias tristes tua imagem cura
Na dura vida teu amor é fortaleza
És bálsamo que acalma a correnteza
A distância de ti é para mim tortura

Quando chegar a hora da mortalha
Sentindo em ti a força da esperança
Que nem em sonhos pude conceber

Mesmo que a dor nos traga desconfiança
Não nos resta outra escolha senão crer:
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!

………………….

Nota de esclarecimento: Em Dom Casmurro, capítulo 55, Bentinho apresenta o primeiro verso, “Oh flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!”, e o último, “Perde-se a vida, ganha-se a batalha!”. O desafio era fazer os versos que recheiam o poema, ironicamente abandonado pelo personagem. A colunista Dona Irene aceitou o desafio e criou Soneto de Capitu.

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