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Sob pressão

Tarcísio desiste da corrida ao Planalto e dá lugar ao 01

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@donairene13 - Foto de Arquivo

Por livre e espontânea pressão, Tarcísio de Freitas desistiu de concorrer à Presidência da República. A expressão pode soar irônica (e é) porque, de espontâneo, isso não parece ter tido nada.

Flávio Bolsonaro já havia avisado: Tarcísio não tinha escolha. O recado foi dado de forma clara e pública. Não havia espaço para dúvidas, nem para vontades próprias. A decisão, ao que tudo indica, não passava pelo projeto pessoal ou político de Tarcísio, mas por uma lógica de tutela, de hierarquia, de obediência.

Mas será que Tarcísio não tem mesmo escolha?

Ou será que o que falta é coragem para romper com a família Bolsonaro? Porque política, ao menos em tese, deveria ser o espaço do debate, da construção coletiva, da autonomia. Mas o que se vê é a repetição de um método: quem ousa sair da linha é rapidamente lembrado do seu lugar

O episódio escancara algo maior do que uma simples desistência eleitoral. Mostra como certos grupos tratam o poder como propriedade privada, onde candidaturas não nascem de projetos para o país, mas de autorizações concedidas ou negadas por quem se considera dono do jogo.

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