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Millôr e Bezerra

Tetas da loba voltarão a ser rijas, sem silicone

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José Seabra, Diretor-Editor/Foto de PH - Reprodução

Está chegando o dia em que o eleitor brasiliense ficará sabendo quem teve fôlego (e votos) para continuar na batalha pelo comando do Palácio do Buriti. Até lá, enquanto o segundo turno não vem, escreventes (não escrivães, e muito menos jornalistas), que fazem mal à língua pátria, desenvolverão cada vez mais seu papel de Rômulo e Remo, mamando sedentos nas tetas da loba.

O quadro nos transporta ao inesquecível Millôr Fernandes, que cunhou uma frase que define o que deveria ser o papel de jornalista. “Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados”. Morto há 10 anos, Millôr escapou de ver a decadência da profissão, hoje um balcão de secos e molhados. Especialmente em Brasília, onde o gerente do armazém é baiano e o dono vive metido com correntes.

Só na capital há uma “cota” nunca respeitada para sustentar esses escreventes que surgiram no mundo virtual após 2008, quando os smartphones tomaram conta da comunicação. Naquela época, blogs eram locais de troca de ideias e inteligência. Hoje viraram negócio sustentado com dinheiro público e de bancos oficiais, que escolhem onde anunciar não pela relevância, mas pela capacidade de adulação e de ataques aos “inimigos”.

Sem que seu olho pestaneje, caro internauta, basta uma rápida pesquisa para saber que estão te enganando. O que é publicado é pura fake news, fabricada no gabinete do ódio instalado no outro extremo da Praça dos Três Poderes. Quando Leila Barros sobe, descem a lenha nela. Se é o Leandro Grass, a ideia é destruí-lo. Caso Paulo Octávio vá bem, o ataque contempla até os filhos. E tudo sem o menor escrúpulo. Enquanto isso, o titular sofre o efeito Lula sobre o preço da gasolina: em queda.

Esses escreventes virtuais são sustentados com dinheiro do contribuinte. E já organizaram sua Camorra, no melhor estilo napolitano. Acham-se capazes de matar pelo mafioso que fica na sombra de um buriti. Se o capo mandar, metem @$&%* em qualquer um. Acham-se imortais. Pior: sendo imorais, dizem-se poderosos. Porém, seu destilado ódio – esse é o lado positivo – só é absorvido por um bando de catartiformes da família cathartidae.

Mas, como nem tudo são espinhos, antes que se encerre o agora alvorecer primaveril, muita coisa terá mudado. Sairão de cena radar sem sintonia e gente sem qualquer expressão ou mobilidade. E o domingão, antes desbravador, resgatará o status okay como na época do Faustão. Para júbilo de Millôr, o fim está próximo. Está aí a boa notícia. E a loba terá suas tetas novamente rijas, como se intocadas, sem precisar aplicar silicone.

p.s – Não se pode falar em Millôr sem reverenciar a memória de Bezerra da Silva. Malandro é malandro, mané é mané.

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