Banco Master
Transferência de Vorcaro para PF indica delação premiada em fase final
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A transferência de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, para a superintendência da Polícia Federal, autorizada pelo ministro André Mendonça, sinaliza que as investigações atingiram um novo patamar e que uma delação premiada está em fase avançada de negociação. Em casos dessa magnitude, esse tipo de deslocamento costuma anteceder desdobramentos relevantes, especialmente quando há indícios de que o investigado possa colaborar com as autoridades.
O clima em Brasília, que já era de tensão, tornou-se ainda mais pesado após a Polícia Federal divulgar, nesta quarta-feira (18), que dados apagados do celular de Vorcaro foram reintroduzidos pela Apple nos sistemas do Senado. A medida teria ocorrido a pedido da presidência da CPMI do INSS, reacendendo suspeitas e ampliando o alcance das investigações. Esse vai e vem de informações sensíveis expõe não apenas a complexidade do caso, mas também o tamanho dos interesses envolvidos.
A sensação predominante é de que o cerco está se fechando. Caso a delação de Vorcaro se concretize e não poupe nomes ou setores, os impactos podem ser profundos e atravessar diferentes esferas de poder. Em um contexto já marcado por desconfiança e instabilidade, há o risco de que novas revelações provoquem um verdadeiro abalo institucional. Como se diz, não restará pedra sobre pedra.