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Agiotagem

Trump anuncia controle de Ormuz e tarifa de 20%; Irã reage e decide fechar rota

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Autor/Imagem:
Antônio Albuquerque - Foto de Arquivo

A guerra entre Estados Unidos e Irã ganhou nesta segunda-feira, 13, um novo e explosivo capítulo. O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que Washington assumirá o controle operacional do Estreito de Ormuz, uma das mais estratégicas rotas marítimas do planeta, e cobrará uma taxa de 20% sobre o valor de todas as cargas que cruzarem a passagem, sob o argumento de custear a segurança da navegação.

A resposta iraniana foi imediata. Autoridades da República Islâmica declararam o fechamento do tráfego marítimo no estreito “até que a estabilidade seja restabelecida”, desafiando frontalmente a iniciativa americana e ampliando o risco de um confronto militar de maiores proporções no Golfo Pérsico.

Em pronunciamento e publicações nas redes sociais, Trump afirmou que os Estados Unidos passarão a atuar como “guardiões do Estreito de Ormuz” e que os países usuários da rota deverão reembolsar Washington pelos custos da operação militar. Segundo ele, a cobrança será equivalente a 20% do valor das cargas transportadas pela via marítima.

O presidente americano também anunciou a retomada do bloqueio naval direcionado ao Irã, sustentando que embarcações iranianas ou ligadas ao país serão impedidas de utilizar a rota, enquanto navios de outras nacionalidades poderão navegar mediante o novo sistema de segurança estabelecido pelos Estados Unidos.

Teerã classificou a decisão como uma violação da soberania regional e reafirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado enquanto persistirem os ataques americanos e a presença militar considerada hostil na região.

A Guarda Revolucionária Islâmica advertiu que novas ações militares poderão atingir interesses dos Estados Unidos e de seus aliados caso Washington tente impor unilateralmente o controle da passagem marítima.

A tensão repercutiu imediatamente nos mercados internacionais. O preço do petróleo voltou a subir, refletindo o temor de interrupções no fluxo global de energia. O Estreito de Ormuz responde tradicionalmente por cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo, tornando qualquer ameaça à navegação um fator de forte impacto sobre preços, inflação e cadeias globais de abastecimento.

As bolsas internacionais também reagiram negativamente. Investidores passaram a precificar um cenário de conflito prolongado no Oriente Médio, com reflexos sobre transporte marítimo, seguros internacionais, custos logísticos e crescimento econômico mundial.

O anúncio de Trump representa uma mudança significativa na estratégia americana na região. Até poucas semanas atrás, Washington e Teerã haviam sinalizado disposição para uma negociação destinada a reduzir as hostilidades e garantir a livre navegação no estreito. A retomada dos ataques militares e o endurecimento das posições praticamente encerram qualquer perspectiva imediata de entendimento diplomático.

Analistas avaliam que, caso o fechamento do Estreito de Ormuz seja efetivamente mantido e os Estados Unidos tentem impor o controle da passagem pela força, o mundo poderá enfrentar uma das mais graves crises geopolíticas e energéticas das últimas décadas, com efeitos diretos sobre o preço dos combustíveis, o comércio internacional e a estabilidade dos mercados financeiros.

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