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Universidade Pública

Um país que releva pesquisa está fadado ao fracasso

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@donairene13 - Foto de Arquivo

Não é novidade pra ninguém que o atual Congresso Nacional tem trabalhado, muitas vezes, na contramão dos interesses do povo brasileiro. Foi esse mesmo Congresso que aprovou um corte de R$ 488 milhões no orçamento das universidades federais, atingindo diretamente instituições que já operam no limite, com dificuldades para manter ensino, pesquisa e extensão.

Coube ao Governo Federal, mais uma vez, arrumar a bagunça. O orçamento das universidades precisou ser recomposto com um acréscimo de R$ 977 milhões, numa tentativa de minimizar os danos causados por uma decisão política que ignora o papel estratégico da educação para o desenvolvimento do país. Isso escancara uma contradição conhecida: priorizar a educação é um discurso que aparece com facilidade na boca de quase todo político em período eleitoral, mas que desaparece quando chega a hora de votar projetos concretos.

Por isso, o cidadão precisa estar atento. Não basta ouvir promessas ou slogans bonitos. É preciso observar, na prática, se o parlamentar vota a favor ou contra o fortalecimento da educação pública. O orçamento é sempre uma escolha política, e cortar recursos das universidades revela exatamente quais são as prioridades reais de quem legisla.

As universidades públicas desempenham um papel fundamental para o Brasil, muito além da formação de profissionais. É nelas que se produz ciência, inovação e soluções para problemas que afetam diretamente a vida da população. Um exemplo emblemático é a pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro com a polilaminina, uma substância estudada como tratamento promissor para lesões na medula espinhal. Os estudos, ainda em fase experimental e de testes, apontam a possibilidade de recuperação de movimentos em pessoas que sofreram esse tipo de lesão, algo que pode mudar radicalmente a vida de milhares de famílias.

Quando se corta verba das universidades, não se está apenas economizando recursos: está-se atrasando pesquisas, interrompendo sonhos, comprometendo o futuro. Defender a educação pública não pode ser apenas discurso de campanha. Precisa ser prática política, refletida em votos, em orçamento e em compromisso real com o desenvolvimento do país.

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