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Saúde

Um transtorno que mostra sinais e sintomas

Camila Tuchilinski

O nanismo é uma alteração no ritmo do crescimento de um indivíduo. Um dos resultados do transtorno é a estatura baixa se comparada a média da população na mesma idade.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), na curva de crescimento estabelecida, essa medida corresponde a um percentil inferior a três.

O nanismo atinge homens e mulheres, que precisam lidar com o preconceito e a discriminação social.

Por não alcançarem a estatura média, muitas vezes, precisam de auxílio para executar tarefas básicas, como pegar produtos em uma prateleira de uma loja de departamentos, por exemplo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a altura dos homens que têm nanismo não ultrapassa os 1,45 metro e das mulheres é menor do que 1,40 metro.

Existem dois tipos de nanismo: o hipofisário ou pituitário e o desproporcional.

Quais são os tipos de nanismo?
No nanismo hipofisário ou pituitário, há a deficiência na produção do hormônio do crescimento. Neste caso, o tamanho dos órgãos mantém a proporcionalidade entre si e com a altura do indivíduo.

O nanismo desproporcional é o tipo mais comum, a acondroplasia, que é uma síndrome genética que impede o crescimento normal dos osso longos, como fêmur e úmero. Assim, as partes do corpo crescem de maneira desigual. A pessoa com essa síndrome apresenta pernas e braços curtos, mãos pequenas e cabeça maior do que o normal.

Como é feito o diagnóstico de nanismo?
Os sintomas do nanismo aparecem já no nascimento ou nos primeiros dias de vida. Em alguns casos, o nanismo pode ser identificado ainda na gestação. A partir do 6º mês, é com ecografia e ultrassonografia que o médico identifica uma alteração no desenvolvimento do bebê.

O que pode causar nanismo?
O nanismo pode ser hereditário. A hereditariedade e o funcionamento do sistema neuroendócrino são motivadores do transtorno. Além disso, o ambiente e a alimentação são situações que merecem atenção quando se fala em desenvolvimento infantil.

Oscilações hormonais como deficiência na produção do hormônio do crescimento, conhecido como GH, e o hipotireoidismo, podem influenciar o quadro clínico.

Tratamento
Quando a baixa estatura está relacionada com a pequena produção do hormônio GH produzido pela hipófise, até o fechamento das cartilagens ósseas, é possível amenizar as consequências do nanismo. Por isso, como toda e qualquer doença, quanto antes diagnosticada, melhor a chance de garantir qualidade de vida para o paciente.

O hormônio do crescimento está na lista de remédios de alto custo e que são distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, a pessoa precisa comprovar que tem indicação médica para reposição hormonal.

Já para o nanismo de acondroplasia, não existe tratamento.

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