Amizade eterna
Vai, Pretinha!
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Morre Pretinha, companheira do Cão Orelha, em Florianópolis.
“Houve luta até o fim.”
A cadela Pretinha, que vivia junto com o cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis e morreu na noite da segunda-feira (9//02), vítima de falência renal, agravada por complicações causadas pela dirofilariose, doença mais conhecida como verme do coração.
A informação foi compartilhada pelo empresário amigo de Pretinha e Orelha, Bruno Ducatti, em uma carta aberta publicada nas redes sociais.
Segundo ele, a equipe veterinária utilizou todos os recursos possíveis para salvar a vida de Pretinha, como internação, exames complexos e medicações de alto custo.
“Ainda assim, a medicina encontrou seus limites. Não houve omissão, descaso ou abandono. Houve luta até o fim”, escreveu o empresário.
Segundo a médica veterinária Fernanda Oliveira, Pretinha também desenvolveu anemia por conta da medicação utilizada para tratar a quadro de insuficiência renal crônica. Após a morte de Orelha, no dia 5 de janeiro, o animal já havia passado três dias sob cuidados médicos. Ela foi liberada no dia 24 de janeiro, mas precisou ser hospitalizada novamente no dia 26. Desde então, seguia com os tratamentos.
Orelha foi encontrado agonizando na praia no dia 5 de janeiro por moradores. Ele foi levado ao veterinário, mas, devido aos ferimentos, não resistiu. Derli Royer, responsável pelo socorro emergencial, contou que o animal tinha lesões graves na cabeça e no olho esquerdo, além de forte desidratação.
O laudo da Polícia Científica mostra que Orelha levou um golpe forte na cabeça, possivelmente causado por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou uma garrafa. Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas e oito chegaram a ser investigados ao longo do processo.
Na terça-feira (03/02), a Polícia Civil de Santa Catarina pediu a internação de um adolescente apontado como responsável pela morte do cão Orelha. Outros quatro adolescentes foram representados pelo caso do cão Caramelo, também habitante da Praia Brava e que sofreu violências e tentativa de afogamento, mas felizmente escapou com vida.
JUSTIÇA JÁ PARA ORELHA, PRETINHA E CARAMELO!
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Gilberto Motta é escritor, jornalista, professor/pesquisador que, apesar de tanta barbárie, ainda acredita em algum rastro de humanidade nos seres “humanos”. Vive na vila de pescadores da Guarda do Embaú, litoral de SC.