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Almas podres

Vendedor de soberania não tem moral para presidir o próprio país

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Autor/Imagem:
Mathuzalém Júnior - Foto de Arquivo

Se alguém tinha dúvida de que, além da alma apodrecida, a família Bolsonaro padece do mal da podridão endêmica, pois onde seus membros tocam ou por onde passam tudo apodrece. Quem não se lembra do tarifaço sugerido por Eduardo Hamburger Bolsonaro contra o Brasil e aceito por Donald Trump. As desastrosas consequências da tarifa de 50% sobre qualquer produto brasileiros exportado para os Estados Unidos até hoje geram prejuízos para a economia do país e certamente para os cofres de empresários do agronegócio, notadamente os cafeicultores e os pecuaristas.

O tempo passou, o governo dos Bolsonaro acabou na cadeia, mas, deliberada e criminosamente, a hedionda família não se cansa de atuar ideologicamente, cuja consequência é a penalização do Brasil e do povo brasileiro. Esta semana, o sem noção Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro e candidato a quebrar o país, coisa que o pai tentou, mas não conseguiu, mais uma vez transformou a nação brasileira em vítima de sua sanha e, por extenso, do governo norte-americano.

Em uma audiência mandrake com Trump e seu staff, 01 propôs ao mandatário dos EUA classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas. Curiosamente, Flávio e Eduardo Bolsonaro não incluíram as milícias do Rio de Janeiro na sugestão entregue ao líder republicano. Provavelmente, o tempo dirá por quê. Antipatriotas, ambos deveriam ter dito a seus interlocutores da Casa Branca que o carimbo de terroristas nos integrantes do PCC e do CV não diminuirá a violência no país.

Além disso, o PCC não deixará de se associar econômica e politicamente aos honestíssimos senhores da Faria Lima e o Comando Vermelho permanecerá liderando a venda de drogas, extorquindo trabalhadores do Rio de Janeiro e de outros estados nos quais têm tentáculos e elegendo deputados e senadores simpáticos à causa. Responsável pela divulgação da ingerência dos EUA no Brasil, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos usarão todas as ferramentas disponíveis para garantir a segurança do povo americano.

Nítida como a sordidez política do clã Bolsonaro, a afirmação e a decisão soam claramente como um pretexto futuro para ações unilaterais de forças de segurança daquele país, ou seja, intervenção. Paralelamente, o ressentimento dos filhos de Jair Bolsonaro põe em risco a soberania do Brasil e pode levar o país a dificuldades econômicas por conta da imediata fuga de investidores. Acionando meu lado prático, vale questionar a “normalidade” de um parlamentar brasileiro viajar ao exterior para sugerir a um presidente de outra república a intervenção em seu próprio país.

Um homem público que se presta a esse papel tem o dedo, as mãos e todo o corpo podre. Como disseram representantes do governo do presidente Lula da Silva, o cidadão que negocia a custo zero a soberania de sua pátria não é digno de ser presidente da República. Concordo e torço para que até outubro pelo menos a metade mais um dos cerca de 160 milhões de eleitores perceba que já passou da hora de usar as urnas para também classificar a falange bolsonarista como organização terrorista.

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Mathuzalém Júnior é jornalista profissional desde 1978

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