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Pausa para hidratação

Vender a pátria é traição que merece perpétua

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Autor/Imagem:
Arimathéia Martins - Foto Editoria de Artes/IA

Como prega a Constituição de 1988, democracia é o regime político em que a soberania é exercida pelo povo. Na prática, os cidadãos, também conhecidos por eleitores, são os detentores do poder e, a cada quatro anos, confiam parte desse poder ao Estado, cuja responsabilidade é organizar a sociedade. Portanto, todas as decisões políticas devem estar em conformidade com o desejo do povo. Além da igualdade de direitos, a base do sistema democrático de governo é a liberdade de expressão, o respeito às minorias e a alternância de poder. Certo?

Certíssimo para os que verdadeiramente se assumem, se mostram e se posicionam como patriotas. Ser patriota é amar o Brasil acima de qualquer coisa, inclusive de farofeiros metidos a políticos de ocasião, de falsos profetas, de fanáticos pelas benesses do Estado e pelo dinheiro público e, principalmente, de famílias que, na iminência do perigo da derrota, buscam mecanismos nem sempre republicanos para se manter sob os holofotes.

Ser patriota é amar e respeitar nosso hino e nossa bandeira. Por fim, ser patriota é desejar que, independentemente das escolhas pessoais, políticas e partidárias, todos os brasileiros sejam felizes. Ganhamos um pouco mais de experiência na Copa do Mundo dos Estados Unidos. No entanto, o mais importante é que a presença no torneio promovido pela enaltecer Donald Trump serviu para mostrar ao Brasil e ao mundo que a camisa “amarelinha” deixou de ser exclusividade de uma única vertente ideológica.

Graças a Deus acima de tudo e de todos, hoje ela veste baianos, goianos, cariocas, paulistas, elitistas, progressistas e até imigrantes americanos, chineses, iranianos e noruegueses. Embora tenha minha preferência para Presidência da República, meu patriotismo democrático não é contrário à pulverização de candidaturas. O que quero dizer é que, desde que pense prioritariamente no bem-estar do povo e no país acima dos interesses pessoais, qualquer um tem o direito de disputar a cadeira política mais importante do país.

Sou e sempre serei contra os que veem o poder de forma unilateral, ou seja, somente até o próprio umbigo. À esquerda, à direita, penta, hexa ou fora da Copa, jamais me envergonharei de ser brasileiro. Eu tenho orgulho de ser brasileiro e só me envergonho dos políticos corruptos, dos arremedos de políticos e de candidatos presidenciais que desrespeitam, negociam e, se puderem, entregam o país em troca do poder eterno.

Por isso, acima de tudo, ser patriota é saber escolher melhor os nossos representantes na Câmara, no Senado, nos parlamentos estaduais e, sobretudo, no Palácio do Planalto. Estamos bem próximos disso. Mais precisamente, o dia 3 de outubro está logo ali. Quanto à Seleção Brasileira, imaginemos que a desclassificação não passou de uma longa pausa para hidratação. Falando sério, se era para novamente voltar sem mundial, não seria melhor ter mandado o time do Palmeiras para os EUA?

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