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Inocência que nunca envelhece

Vinte e um dias de eternidade

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Foram vinte e um dias que se tornaram instantes,
pois contigo o tempo se dissolve como areia ao vento.
Ao teu lado, sou criança livre de preocupações,
descobrindo no riso a inocência que nunca envelhece.

Entre caixas e mudanças, dançávamos como jovens,
teu olhar brilhava com planos ousados,
e eu pensava em silêncio:
“Por que não te encontrei na aurora da vida?”
Mas agradeço ao destino por ter-te agora,
no exato momento em que o presente é dádiva.

Nossas manhãs e noites foram sinfonias,
cada toque, cada beijo,
um acorde que ecoa além da idade.
Mesmo quando os anos se acumulam,
nossos corpos respondem como se fossem eternos,
na intensidade de um amor que não conhece fronteiras.

O tempo, veloz como relâmpago,
levou contigo a presença física,
mas deixou em mim o perfume das lembranças,
o calor dos instantes gravados em cada canto do quarto.

Recordar é reviver:
teus beijos, tua ternura,
nosso amor com sabor de eternidade.
E assim, guardo em mim a certeza:
quero-te sempre,
como rio que não cessa,
como chama que não se apaga.

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