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Caso Orelha

Violência e impunidade

Publicado

Autor/Imagem:
Gilberto Motta - Texto e Foto

“Não há provas. Não há vídeos. Não há testemunhas. Sumiram com tudo”

* Segundo Pedro Henrique Hilário, advogado e professor em Direitos Humanos, a conclusão é de familiares dos quatro adolescentes suspeitos de tortura e morte do cachorro comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, SC em 15/01/26. Estariam ocorrendo tentativas de interferência nas investigações e intimidação de testemunhas.

O FATO:- os moradores da Praia Brava, região de ricos condomínios no Norte da Ilha de SC, Florianópolis, encontraram o cachorro ORELHA com marcas de violência e quase agonizando. A eutanásia foi inevitável. Orelha era um cão comunitário amado por todos dali. Vivia há quase dez anos na região, onde era cuidado por moradores, pescadores e comerciantes. Ele foi barbaramente agredido a pauladas por quatro adolescentes e não houve flagrante do crime. As investigações correm em meio a controvérsias e manifestações de protesto locais, nacionais e fora do Brasil.

O mais estarrecedor na agressão e morte de Orelha é o fato dos adolescentes agressores serem filhos de famílias de alto poder aquisitivo, bem nascidos e estudando em escolas caras particulares.

A violência contra animais está a cada dia mais forte, e justamente no mês do Janeiro Branco, que reconhece a importância da saúde mental de humanos e animais, uma barbárie como essa nos obriga a repensar os valores e até onde somos “racionais/humanos” em relação à vida.

Torna-se prioridade uma posição firme e decisiva das autoridades responsáveis pelas investigações e aplicação do devido processo legal. E a cada dia, mais fatos lamentáveis engrossam a situação gerando revolta e busca de justiça por Orelha.

De acordo com as investigações, dois dos quatro adolescentes envolvidos viajaram para a Disney logo após o ocorrido. Com a chegada deles de volta ao Brasil no último 29/01, houve apreensão de roupas e celulares, mas nenhuma medida socioeducativa foi aplicada até o momento.

A COLETIVA:- em coletiva de Imprensa, o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, ressaltou que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) prevê a internação de menores infratores apenas como medida socioeducativa excepcional e com prazo de até três anos. “Essa medida só pode ser aplicada em casos de violência ou grave ameaça CONTRA AS PESSOAS, o que NÃO INCLUI crimes contra animais”, finalizou o delegado.

Está mais que comprovada a máxima que infelizmente marca a sociedade brasileira: Punição e cadeia neste país serve mesmo apenas para a tríade PPP: Pretos, Pobres e Putas.

Proteste… pelo menos INDIGNE-SE!

Justiça JÁ para o cão comunitário ORELHA e por todas as morte de todas as formas contra A VIDA.

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Gilberto Motta é escritor, jornalista, professor/pesquisador e que permanecerá calado diante de tamanha barbárie e manipulação da realidade. Vive na Guarda do Embaú, SC.

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