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Voto no primeiro turno é para candidato ideal, diz Marina

Foto: Gabriela Biló/EstadãoConteúdo
Marianna Holanda e Cristian Favaro

Após desidratar nas últimas pesquisas de intenção de voto, a candidata da Rede ao Planalto, Marina Silva, busca combater o voto útil nas eleições 2018. Em agenda em São Paulo nesta terça-feira, 18, a presidenciável afirmou que o eleitor deve votar no “candidato do sonho” no primeiro turno.

“Numa democracia, numa eleição de dois turnos, a gente não pode inutilizar o voto no primeiro turno. No primeiro turno, a gente vota no candidato do sonho. E é isso que estamos debatendo com a sociedade brasileira”, disse, após visitar o primeiro centro de parto humanizado do Brasil, em São Paulo.

Marina tenta agora combater o voto útil, que tende a favorecer Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT), numericamente à frente nas pesquisas, para um eventual segundo turno contra Jair Bolsonaro (PSL).

A agenda da candidata nesta terça-feira representa um aceno a um eleitorado que ela perdeu nas últimas pesquisas, as mulheres. Marina visitou o Centro de Parto Humanizado Casa Angela, em Jardim Mirante, São Paulo, instituição conveniada ao SUS.

No local, ao lado de seu vice, Eduardo Jorge (PV), anunciou, o plano Vida Digna, que reúne uma série de iniciativas em saúde, educação e cuidado com a mulher e tem o objetivo também de ampliar em 2,5 milhões as vagas em creches. A proposta prevê ainda ampliar o tempo de licença paternidade.

Questionada por jornalistas sobre a perda da preferência no eleitorado feminino, Marina tentou minimizar. “Essa constatação só se pode fazer no dia 7”, data do primeiro turno. “Mulheres são bem cautelosas em relação às suas escolhas”, afirmou.

Durante a visita, a ex-ministra contou ainda que descobriu recentemente que será avó e contou que ela própria nasceu nas mãos de uma parteira no seringal bagaço, no Acre. Ela exaltou o papel de mães e avós, “guerreiras”, e voltou a criticar a fala do general Hamilton Mourão (PRTB), vice de Bolsonaro, de que famílias sem país e avôs são “fábricas de desajustados”. “Não sei da onde ele constatou isso e da onde ele tira tanta insensibilidade e desrespeito”, disse.

A ex-ministra aproveitou também para criticar um possível diálogo entre PT e o PSDB, como indiciou o petista Fernando Haddad. Para a candidata, a conversa entre os partidos seria para combater a Operação Lava Jato.

“PT e PSDB nunca conversaram para discutir os problemas da saúde, da segurança pública, da situação de sofrimento que a população está vivendo. Por que conversar agora? Com certeza o assunto deve ser que quem ganhar, sendo um deles, vai combater a ferro e fogo a Lava Jato. É isso que eles querem conversar e é isso que eles têm conversado por baixo do pano”, afirmou.

A ex-senadora desautorizou ainda o apoio de “bolsonaristas” ao seu candidato em Pernambuco, Julio Lóssio. “Nós desautorizamos toda e qualquer articulação que possa, no mínimo, flertar com esse tipo de postura autoritária e antidemocrática”, disse.

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