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Brasília

Pegaram o Sandro errado e Drácon pode ter reviravolta



Nair Assad

Um bairro inteiro de Luziânia, cidade goiana encravada no Entorno do Distrito Federal, mudou-se de mala e cuia para a Câmara Legislativa. Atende pelo nome de Sandrolândia Hilária, em homenagem a um outro Sandro supostamente encrencado na Operação Drácon.

Esse novo personagem é ligado à deputada Liliane Roriz. Não se trata, portanto, do Sandro “da” Celina Leão, levado debaixo de vara para prestar esclarecimentos à Polícia Civil e ao Ministério Público por suspeita de envolvimento nas propinas das emendas dos deputados distritais na área da saúde pública.

As informações que circulam em meios reservados indicam que a Polícia Civil e o Ministério Público miraram o Sandro errado. O dono da ‘Sandrolândia’ teria surgido nos depoimentos de Valério Neves (levado a Curitiba para conversar com o juiz Sérgio Moro e devolvido, incólume, a Brasília) e de Gim Argello, o ex-senador pego na Lava Jato e já condenado a cumprir pena de duas boas dezenas de anos na cadeia.

Na eventualidade de a Drácon receber uma nova orientação, a Polícia Federal tomará para si toda a investigação, levando o rapaz hilário de Luziânia direto para a Lava Jato. E se ele for, com certeza a madrinha Liliane vai a tira-colo, segundo admitem juristas que acompanham de perto o processo que manchou a Câmara Legislativa com o sangue de pacientes que vivem à míngua nos hospitais públicos de Brasília.

Outros nomes ligados à caçula do Clã Roriz também estariam envolvidos. É a turma que montou o ‘bairro’ na Câmara Legislativa. Os salários variam de pouco mais de R$ 8 mil a 16 mil 596 reais. Um dos casos que chama a atenção é o de uma namorada de Hilarinho, filho do Sandro “da” Liliane. A moça, de apenas 20 anos, recebia um gordo contra-cheque. É uma dos membros do ‘bairro’ de Luziânia que acampou na Câmara Legislativa para embolsar 16 mil e tantos reais.

No auge da crise entre Celina Leão e Liliane Roriz, a então presidente da Câmara exonerou a nora de Sandro Hilário, lotada na vice-presidência. Como não podia fazer nada no caso específico dessa exoneração por ter renunciado à vice-presidência, Liliane providenciou a nomeação da candidata a nora do ‘seu’ Sandro para o seu próprio gabinete, com um salário bastante reduzido, que não beirava os 4 mil reais.

Logo depois, porém, a menina foi transferida, via nova nomeação, para o Bloco Parlamentar de Liliane. O salário engordou um pouco, embora não tenha voltado àqueles 16 mil. Ficou em R$ 9.492,26.

Se acontecer, como dizem reservadamente, que o assunto das emendas da Câmara Legislativa para a saúde vai parar nas mãos dos federais, muita gente pode afundar na lama que está tragando políticos como uma verdadeira areia movediça.

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