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O intruso

Carlos Bolsonaro racha a direita e amarga rejeição em solo catarinense

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@donairene13 - Foto Reprodução

A pesquisa Atlas divulgada nesta quarta-feira, 1º, causou mal-estar no cenário político de Santa Catarina. Na corrida ao Senado, Carol de Toni aparece na liderança com 30% das intenções de voto, seguida por Esperidião Amin, com 20%. Até aí, nenhuma grande ruptura. A surpresa está no desempenho de Carlos Bolsonaro, que decidiu trocar o Rio de Janeiro por Santa Catarina, levando consigo mais ruído do que capital político.

A movimentação de Carlos não fortaleceu o partido e acabou aprofundando divisões na direita catarinense. Em vez de somar forças, o vereador carioca contribuiu para um racha que beneficia seus adversários diretos. Sua candidatura está patinando sem rumo e sem conseguir converter notoriedade em votos. É um caso clássico de estratégia mal calibrada: muita exposição, pouca articulação e nenhum enraizamento real no eleitorado local.

É claro que a pesquisa se trata de uma fotografia do momento e eleições são filmes longos, com reviravoltas possíveis até o último ato. Mas há limites para a recuperação quando falta consistência política e disposição para o trabalho de base. Cenários adversos podem, sim, ser revertidos com esforço, diálogo e presença. O problema é que, ao que tudo indica, trabalhar, no sentido mais concreto da política, nunca foi exatamente o forte de Carlos Bolsonaro.

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