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Suspeito de assassinar testemunha de assalto ocorrido há uma década
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A Polícia Civil do Distrito Federal está à procura de Kauã Geovani Monte de Souza, suspeito de assassinar uma testemunha que, há dez anos, colaborou com a Justiça na identificação de um criminoso. A prisão preventiva do suspeito foi decretada pelo Judiciário na última quarta-feira (1º), após as investigações apontarem a motivação por vingança relacionada a um crime antigo.
A origem do caso remonta a 2015, quando a vítima teve sua residência invadida e foi alvo de um roubo. No ano seguinte, durante uma audiência judicial em 2016, a testemunha cumpriu seu papel cívico e reconheceu formalmente o autor do assalto perante o juiz, o que foi determinante para o andamento do processo criminal na época.
O desfecho trágico ocorreu no último domingo (29), quando a vítima e o autor do roubo original se cruzaram casualmente em uma rua. Kauã Geovani, identificado como amigo próximo do assaltante, também estava presente no local no momento do encontro fortuito e decidiu intervir de forma violenta em retaliação ao reconhecimento feito anos atrás.
De acordo com o relato policial, Kauã estava armado com uma faca e deu início a uma perseguição implacável pela região. A vítima tentou fugir pelas ruas do bairro Veredas, mas foi alcançada pelo agressor, que desferiu diversos golpes de faca, causando ferimentos fatais que levaram à morte da testemunha ainda no local.
A investigação aponta que a motivação do crime está diretamente ligada ao depoimento prestado pela vítima na década passada. O ato é visto pelas autoridades como uma grave afronta ao sistema de Justiça, uma vez que pune alguém por colaborar com a elucidação de crimes e com a aplicação da lei.
Desde o decreto de prisão expedido na tarde de quarta-feira, agentes da Polícia Civil realizam diligências para localizar e prender Kauã Geovani. O suspeito é considerado foragido e as autoridades reforçam que qualquer auxílio da população é fundamental para o sucesso da captura e para evitar que o crime fique impune.
A Polícia Civil ressalta a importância do sigilo e da segurança para quem possui informações. O canal oficial para denúncias é o número 197, que funciona 24 horas por dia e garante o anonimato absoluto do denunciante, permitindo que a sociedade contribua com as buscas sem se expor a riscos.
O caso chocou moradores do bairro Veredas pela brutalidade e pelo longo intervalo de tempo entre o evento original e a vingança. Especialistas em segurança pública alertam que crimes dessa natureza reforçam a necessidade de mecanismos mais robustos de proteção a testemunhas no Brasil, especialmente em casos de reconhecimento facial.
Até o momento, o autor do assalto original de 2015, que estava presente no momento do homicídio no último domingo, não teve sua situação penal detalhada nesta nova fase das investigações, mas o foco imediato dos agentes permanece na localização do executor das facadas.
A expectativa das autoridades é que a prisão de Kauã Geovani ocorra nos próximos dias. Enquanto isso, o policiamento na região onde o crime aconteceu foi intensificado para garantir a segurança dos moradores e colher novos depoimentos que possam levar ao paradeiro exato do suspeito.