Poldra no cio
Transformação
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Afirmar com certeza não posso,
que te amo como tu a mim,
mas se como querias não te gosto,
desejos por ti eu tenho sim!
Nossos encontros são muito “calmos”,
mas hoje tu não vais me escapar,
sempre ficas de mim a dois palmos,
porém tua resistência eu vou solapar!
Enquanto provas teu amor carinhoso,
envolvendo-me num beijo apaixonado,
minhas mãos num desbrave venturoso,
buscam teus seios no sutiã enclausurados!
Após libertá-los do cárcere rendado,
teus seios saltam em fuga louca:
um na minha mão é de novo aprisionado,
sucumbe o outro, vítima da minha boca!
Mesmo excitada tu continuas a falar
de amores castos e de desejos mornos,
e quanto mais dizes me amar,
mais insano eu me torno!
Teus pudores se misturam aos teus “ais”
à medida que tento afrouxar teu cinturão,
impulsivamente a cintura tu contrais
deixando passar a minha mão!
Meus dedos tremem nervosos,
tateando apertados na tua calcinha,
e como meninos curiosos,
lambuzam-se feito criancinhas!
Agora o teu amor pudico
é quase um orgasmo só!
Convencer-te nem mais é preciso,
da tua pureza não tens mais dó!
Sedenta por conhecer mais prazeres,
suplicas que eu beba na tua fonte.
Sentindo que orgasmos tens aos montes
demoro-me nos seus afazeres!
E como poeta posso dizer
que no mundo inspiração não há
– e toda que há seria pouca –
capaz de em versos descrever
a sensação ímpar que é tocar
o ventre da mulher com a boca!
E se há pouco um beijo meu te bastava,
se com um carinho saciavas teus anseios,
agora só o meu zíper emperrado entrava
a realização de mais um dos teus desejos!
Mas com tua ajuda me liberto
e tu, como uma poldra no cio,
sedenta, oferta-me a tua flor
deixando possuir-te horas a fio
e confessas que queres amor,
mas que o prazer te seja certo!