A Terra continua
O apocalipse somos nós
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E se estivermos falando não do fim do mundo… mas do fim do fim do mundo?
Há séculos anunciam datas, desenham profecias, invocam tábuas, oráculos e videntes. Sempre existe um cálculo, uma interpretação e um sinal no céu. Sempre nasce uma nova teoria da conspiração: será pelo fogo, pela água, pelo caos ou pelo castigo divino.
O “fim” sempre ganha forma, roteiro e prazo de validade, mas talvez o “fim do fim do mundo” seja apenas o instante em que percebemos que o planeta não depende de nós para continuar. A Terra não se acabará, mesmo que nós sejamos extintos.
E se o que chamamos de fim for apenas transição?
E se o verdadeiro apocalipse não for do planeta, mas da nossa própria espécie?
E se a nossa queda for, na verdade, a chance de o planeta se recompor?
Porque, no fundo, o mundo já “acabou” muitas vezes na história: impérios ruíram, civilizações desapareceram, espécies foram extintas. E, ainda assim, a Terra continuou girando.
Talvez o problema nunca tenha sido o fim do mundo.
Talvez seja a dificuldade de aceitar que não somos o centro dele.
Então talvez a pergunta não seja quando o mundo vai acabar.
Mas o que precisa acabar dentro de nós para que algo novo comece.