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Sistema na UTI

Saúde pública ruim impulsiona nome de João Luiz a deputado federal

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Pimenta Filho - Foto Reprodução das Redes Sociais

A precariedade do sistema público de saúde no Distrito Federal voltou ao centro do debate político com a manifestação do médico-cirurgião e pré-candidato a deputado federal pelo PSD, João Luiz. Em tom de alerta, ele comparou a situação da rede pública a um paciente em estado grave, defendendo mudanças estruturais urgentes para evitar o colapso do atendimento à população.

“Como a esperança é a última que morre, vamos dar um jeito de tirar o sistema de saúde pública da UTI para que possamos sobreviver”, afirmou o médico, ao comentar o cenário que classifica como “insustentável”. A declaração ecoa em meio a crescentes queixas de usuários sobre demora no atendimento, falta de profissionais e sobrecarga nas unidades de saúde.

João Luiz citou dados do Ministério Público do Distrito Federal para embasar sua crítica. Segundo ele, de uma população estimada em 3,1 milhões de habitantes na capital da República, cerca de 1,2 milhão de pessoas aguardam na fila por algum tipo de atendimento na rede pública. Trata-se de um número que evidencia, segundo o pré-candidato, a dimensão do desafio enfrentado pelo sistema.

Para o médico, que atua há anos na linha de frente da saúde, a situação exige mais do que medidas pontuais. Ele defende a reestruturação da gestão, ampliação de investimentos e valorização dos profissionais como pilares para reverter o quadro. “Não se trata apenas de ampliar leitos ou contratar mais médicos. É preciso eficiência, planejamento e compromisso com quem depende exclusivamente do SUS”, ressaltou.

A fala de João Luiz ocorre em um momento em que a saúde pública desponta como um dos principais temas da corrida eleitoral de 2026 no Distrito Federal. Especialistas apontam que o aumento da demanda, aliado a falhas históricas de gestão, tem pressionado ainda mais o sistema, exigindo respostas concretas dos futuros representantes políticos.

Enquanto o debate avança, a população segue enfrentando filas, exames adiados e atendimentos demorados. Claros sinais, enfatiza João Luiz, de um sistema que a “precisa sair da UTI antes que seja tarde demais”.

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