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Arma é o voto

Acabar com vendilhões da pátria é obrigação do povo

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Autor/Imagem:
Arimathéia Martins - Foto de Arquivo

A tendência de apoiar, votar e, às vezes, eleger os mais fracos começa a tomar vulto após as duas safadezas do Congresso bolsonarista contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os parlamentares ligados à sujeira política precisam rever com a máxima urgência seus valores como cidadãos e, principalmente, como homens públicos. Como a maioria não vale o que o gato enterra, tenho ouvido através das paredes dos “patriotas” que o líder do petismo está abatido, derrotado e entregue às baratas. Sugiro que os chamados conservadores não se arvorem a achar que a vitória do candidato que defendem são favas contadas.

Se acham isso, é preciso recontar imediatamente as favas, os feijões e as balas. Do outro lado da parede, o burburinho é absolutamente inverso. Desde os primórdios, a base da civilização é proteger os supostamente mais fracos. Não é o caso de Lula, mas é assim que a massa que o conservadorismo ainda avalia como ignara o vê. Parece que, para o povo, defendê-lo da ameaça dos tiranos que usam o Parlamento como escudo é uma questão de ordem. Segundo os representantes do povão, a agressão dos mais fortes os obriga a passar para o lado do mais fraco.

Não sou da massa e também não me acho pequeno, mas sou um dos que têm certeza de que, sob a direção de um forte general, não haverá soldados fracos. Aliás, sobre ser forte ou fraco, alguém precisa informar a Davi Alcolumbre que não faz muito tempo Donald Trump estava certo de que lhe bastaria um soldado, um cabo, uma baioneta e um bando de loucos para dominar o mundo. Perdeu o rebolado, o topete e certamente perderá a maioria do no seu Congresso antes mesmo de o planeta reconhecer sua derrota para os aiatolás iranianos.

Eleitoralmente, Lula não é, nunca foi e jamais será tão pequeno como os mesquinhos e indignos deputados e senadores que trabalham para tentar apequená-lo. Lula é grande, tão grande que os vendilhões da pátria não sabem mais o que fazer para evitá-lo como adversário. Impossível, pois, ao invés do bolsonarismo e do alcolumbrismo, o lulismo não é incômodo algum para o povo brasileiro. Muito pelo contrário. Pelo menos até agora, Lula da Silva é a certeza de que o Brasil permanecerá como nação livre, sólida, democrática, soberana e respeitada.

Quanto ao Congresso de Alcolumbre e de meia dúzia de aloprados, a imagem é péssima. De longe, é a pior desde a Proclamação da República, em 1892. Não tenho a intenção de generalizar a criminalização da atual política brasileira. Entretanto, não há como negar que a tentativa de emparedar o governo petista deixou Alcolumbre e seus asseclas a reboque do radicalismo do bolsonarismo e, caso Lula seja reeleito, na rua da amargura dos cargos e recursos federais para o paupérrimo Estado do Amapá.

Uma pena, porque os amapaenses nada têm a ver com a cavalice do senador que os representa, da mesma forma que o STF não deveria ser envolvido na rusga idiota pelo poder. Coitados de Davi Alcolumbre e de suas marionetes se eles acham que a rejeição de Messias obrigará o presidente Lula a indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga de Luís Roberto Barroso. Nunca! Jamais! Pelo menos o Brasil e o Amapá foram apresentados ao caráter desonroso do presidente do Senado e do Congresso. É claro que haverá volta. O povo não é mais massa de manobra de político algum. As eleições estão bem próximas. O dia 4 está chegando. Com ele, saberemos quem vai rir por último. Espero que a maioria dos brasileiros vote no ritmo de viver sorrindo e, à noite, cante: É a vida, é bonita e é bonita!

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