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Parnasianismo

Esquecimento

Publicado

Autor/Imagem:
Osório Duque-Estrada - Foto Francisco Filipino

Se queres inda ver como escondida
Guardo no peito a tua imagem pura,
— Imagem que no céu da minha vida
É como um sol ardente que fulgura;

Convida o coração na sepultura
A viver e pulsar por ti; convida
Minh’alma para amar de novo; cura
A, que lhe abriste, cáustica ferida…

Só pedira a paixão com que me iludo
Que um raio apenas d’essa luz me desses,
E uma palavra do teu lábio mudo;

Mas nem ouves, sequer, as minhas preces;
E enquanto, para amar-te, esqueço tudo,
Tu, por um nada, o meu amor esqueces.

…………………………..

Poema integrante da série Segunda Parte: Livro de Isa.

In: DUQUE-ESTRADA, Osório. Flora de maio, 1899/1901: versos. Pref. Alberto de Oliveira. Rio de Janeiro: H. Garnier, 1902.

Poeta e jornalista brasileiro, Osório Duque-Estrada é conhecido por sua obra lírica e satírica, marcada por um estilo clássico e uma forte veia crítica. Sua poesia frequentemente aborda temas como o amor, a pátria e as vicissitudes da vida, com um tom por vezes melancólico e reflexivo. Contemporâneo de importantes movimentos literários brasileiros, Duque-Estrada participou ativamente do cenário cultural de sua época, utilizando sua escrita para comentar a sociedade e a política. Sua linguagem elaborada e o rigor formal são características distintivas de seu legado poético.

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