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Zoológico

Juninho chega para fortalecer reprodução de espécie ameaçada

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Autor/Imagem:
Maria Amália Alcoforado - Foto Divulgação

O Zoológico de Brasília recebeu, nesta segunda-feira (4), um novo integrante que simboliza o esforço conjunto pela conservação da fauna brasileira. O macaco-aranha-de-cara-preta (Ateles chamek), batizado de Juninho, desembarcou no Distrito Federal em uma ação coordenada com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Nascido em 2017 no Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), o animal agora passa a integrar o plantel brasiliense com uma missão clara: contribuir para a reprodução de uma espécie ameaçada de extinção. A chegada de Juninho reforça o papel técnico da instituição na proteção da biodiversidade.

O macaco-aranha-de-cara-preta é classificado como “em perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), principalmente devido à perda de habitat. A espécie, nativa da Amazônia, sofre com o desmatamento e a caça.

“A chegada de Juninho representa mais um passo no fortalecimento dos programas de conservação desenvolvidos pelo Zoológico de Brasília, que atua não apenas como espaço de visitação, mas como um centro técnico voltado à proteção da biodiversidade”, destacou o diretor-presidente do Zoológico, Wallison Couto.

Segundo a instituição, cada animal que chega ao zoo representa uma oportunidade real de preservar espécies que enfrentam sérios riscos na natureza. O planejamento de manejo inclui, após um período de quarentena, a aproximação de Juninho com uma fêmea que já habita o local. Essa união é uma estratégia essencial para garantir a reprodução e a sobrevivência da espécie.

O período de quarentena é um protocolo de segurança essencial para observação e adaptação do primata ao novo ambiente. Em breve, Juninho poderá ser visitado em seu recinto, junto com sua companheira, ajudando a educar o público sobre a conservação.

O macaco-aranha, também conhecido como coatá, pertence à família Atelidae e é conhecido por ser majoritariamente frugívoro. O Ateles chamek destaca-se por sua pelagem negra e braços longos, adaptados para a vida nas copas das árvores na região amazônica.

A transferência entre zoológicos autorizada pelo ICMBio e Azab faz parte de um manejo genético nacional para manter a variabilidade da espécie. A perda de habitat, que atinge 10,8% da área de distribuição no Brasil (1985-2020), é um dos principais motores de risco para o macaco-aranha. O Zoológico de Brasília tem se consolidado como um importante centro de conservação de primatas ameaçados, participando de programas de reprodução.

A ação conjunta com instituições de Sorocaba e a Azab demonstra a importância da colaboração para o sucesso reprodutivo em ambiente ex-situ. Com a chegada de Juninho, o plantel brasiliense reforça sua capacidade de educação ambiental sobre a fauna brasileira.

A equipe técnica do zoológico já prepara o manejo comportamental de Juninho para garantir um ambiente saudável durante a fase de adaptação. O sucesso reprodutivo do macaco-aranha em zoológicos ajuda a criar uma “população de segurança” para a espécie.

A conscientização sobre o perigo de extinção dos macacos-aranha é crucial para reduzir a caça e a perda de habitat. Juninho, com cerca de 9 anos, está na idade ideal para o início do processo de reprodução monitorada. O trabalho da instituição alinha-se aos esforços mundiais de conservação, onde zoológicos funcionam como guardiões de espécies ameaçadas.

O Zoo de Brasília reafirma seu compromisso com a biodiversidade com esta ação de manejo de alta relevância técnica. O público poderá, em breve, acompanhar o desenvolvimento de Juninho em seu novo lar no Distrito Federal.

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