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Lama do Master

Atolado e sem moral, resta a Ciro renunciar

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Sonja Tavares - Foto Lula Marques/ABr

Enquanto o presidente Donald Trump definia o “colega” Lula da Silva como “dinâmico”, a direita brasileira perdia um de seus principais bastiões da moralidade. Há fotos que dispensam legendas. Apesar de sinalizações contrárias, outras são definitivamente cinzentas para quem sonha colorido. Ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro, todo poderoso dos bastidores bolsonaristas por quatro anos e crítico feroz do ex-amigo Luiz Inácio, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) está atolado até o último fio de cabelo no escândalo do Banco Master.

De acordo com investigações da Polícia Federal, o parlamentar vocacionado à direita recebeu de Daniel Vorcaro, entre outras vantagens, pagamentos mensais recorrentes em troca de favores. Conforme a PF, Nogueira é autor de uma proposta de emenda para beneficiar o Master. Curioso é que o documento foi escrito pelos próprios assessores do banqueiro. Considerando que as descobertas foram reveladas por decisão judicial assinada por um ministro indicado por Jair Bolsonaro, não resta a Ciro Nogueira outro caminho que não seja a renúncia.

Antes que me acusem de terrorista de esquerda, lembro que recentemente a mídia especializada veiculou um vídeo por meio do qual Ciro Nogueira afirmava que renunciaria ao mandato de senador caso seu nome fosse vinculado ao Banco Master. A mesada entre R$ 300 mil e R$ 500 mil está confirmada. E agora, José? Chegou a hora? Para quem está consciente de que não conta mais com o apoio do povo piauiense, Nogueira quase sem poder parece não saber ainda que, como qualquer tipo de peixe, traíras morrem pela boca.

A exemplo de Alcolumbre com o comando da campanha do “novo bolsonarismo”, Ciro Nogueira foi o principal líder de Daniel Vorcaro no Senado. Paralelamente à constatação do envolvimento do senador com as maracutaias do Master, a Polícia Federal prendeu no Rio de Janeiro o deputado estadual bolsonarista Thiago Rangel (Avante), acusado de chefiar um esquema de fraudes, lavagem de dinheiro e desvio de recursos na Secretaria Estadual de Educação.

Com um patrimônio aumentado em 700% em apenas dois anos, Thiago é o terceiro deputado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro a ser preso no atual mandato. Tudo isso sem contar a recente cassação e inelegibilidade impostas pela Justiça Eleitoral ao governador Cláudio Castro, um dos próceres do pseudo conservadorismo no Estado.

São os mesmos que, sempre que podem, acusam Luiz Inácio e seus seguidores de ladrões. Sem me valer da retórica política fajuta do conservadorismo, faço minha a “descoberta” de uma leitora brasiliense, para quem proporcionalmente tem mais gatuno no governo e na Assembleia do Rio do que nas chamadas comunidades.

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Sonja Tavares é Editora de Política de Notibras

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