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Rússia e Ucrânia

Cessar-fogo pode abrir caminho para a paz

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Autor/Imagem:
Antônio Albuquerque - Foto de Arquivo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (8) um cessar-fogo de três dias entre Rússia e Ucrânia, numa das mais significativas iniciativas diplomáticas desde o início da guerra, em 2022. A trégua, válida entre os dias 9 e 11 de maio, prevê a suspensão de todas as atividades militares e uma troca de mil prisioneiros de cada lado.

O anúncio foi feito pelo republicano em sua rede Truth Social, onde afirmou esperar que a medida represente “o começo do fim” de um conflito que já matou centenas de milhares de pessoas e aprofundou a crise geopolítica global.

A iniciativa coincide com as celebrações do Dia da Vitória na Rússia, data em que Moscou relembra a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. O presidente russo, Vladimir Putin, já havia anunciado anteriormente uma breve pausa militar para o período festivo. Kiev, por sua vez, confirmou adesão ao acordo mediado pelos Estados Unidos.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que a prioridade de seu governo é garantir o retorno dos prisioneiros de guerra e preservar vidas, ainda que o clima entre os dois países permaneça marcado pela desconfiança.

Apesar do gesto diplomático, o Kremlin tratou de esfriar o entusiasmo internacional. O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, declarou que uma paz definitiva “ainda está muito distante”, diante das divergências sobre territórios ocupados no leste ucraniano, especialmente na região de Donetsk. Moscou exige a retirada de tropas ucranianas de áreas parcialmente controladas, enquanto Kiev rejeita qualquer cessão territorial.

Nos bastidores, o cessar-fogo reforça a tentativa de Trump de consolidar sua imagem como articulador global em meio a uma agenda internacional explosiva, marcada também pelas tensões simultâneas no Oriente Médio e no Estreito de Ormuz. Analistas avaliam que, mesmo temporária, a pausa militar pode abrir espaço para negociações mais amplas envolvendo Washington, Moscou e Kiev.

Ainda assim, o histórico recente recomenda cautela. Rússia e Ucrânia já se acusaram mutuamente de violar tréguas anteriores, inclusive durante a breve pausa da Páscoa Ortodoxa em abril.

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