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Cuidado com ratos

Hantavírus está longe, mas pode chegar ao Sertão brasileiro

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Autor/Imagem:
Júlia Severo - Texto e Foto

O hantavírus voltou a chamar atenção das autoridades de saúde após novos casos suspeitos registrados em diferentes países. Embora a doença seja considerada rara no Brasil, especialistas alertam que estados do Nordeste também precisam manter vigilância, principalmente em regiões rurais e áreas próximas à mata. O crescimento das cidades, o desmatamento e as mudanças climáticas aumentam o contato entre humanos e roedores silvestres, principais transmissores do vírus.

A doença é transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de ratos contaminados. Os sintomas iniciais costumam parecer uma gripe forte, com febre, dores no corpo e cansaço intenso. Em casos graves, a doença pode atingir os pulmões rapidamente e causar falta de ar severa.

No Nordeste, especialistas demonstram preocupação com comunidades que convivem com descarte irregular de lixo, falta de saneamento básico e armazenamento inadequado de alimentos. Em períodos de chuva ou seca intensa, ratos podem invadir residências em busca de abrigo e comida, aumentando os riscos de contaminação.

Em áreas do interior nordestino, trabalhadores rurais também fazem parte do grupo mais vulnerável. Celeiros, depósitos fechados e locais com acúmulo de poeira podem esconder resíduos contaminados deixados por roedores. Por isso, profissionais de saúde recomendam o uso de máscaras e cuidados redobrados durante limpezas em ambientes pouco ventilados.

Outro ponto que preocupa especialistas é a dificuldade no diagnóstico da doença. Como os sintomas iniciais se parecem com dengue, gripe e outras viroses comuns, muitos pacientes acabam demorando para procurar atendimento médico. Isso pode agravar o quadro e reduzir as chances de recuperação.

As autoridades de saúde reforçam a importância da prevenção. A recomendação é evitar contato direto com fezes de roedores, manter ambientes limpos e bem ventilados, além de utilizar água sanitária na limpeza de locais fechados. Médicos também alertam que procurar atendimento rápido ao apresentar sintomas pode ser decisivo para salvar vidas.

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