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Riacho Fundo

MP denuncia sargento do Exército por tentativa de homicídio

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Autor/Imagem:
Bartô Granja - Foto Divulgação

O Ministério Público do Distrito Federal denunciou o sargento do Exército Guilherme da Silva Oliveira por tentativa de homicídio. Ele é acusado de atropelar uma mulher no Riacho Fundo, em 25 de abril, e fugir sem prestar socorro. A denúncia foi apresentada na última sexta-feira (8).

Segundo a Promotoria de Justiça, Guilherme dirigia em alta velocidade, na contramão e em marcha à ré quando atingiu a vítima, que atravessava a via acompanhada de uma amiga. Após o atropelamento, ele deixou o local sem prestar auxílio.

A mulher foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada ao hospital com ferimentos graves. As imagens do local mostram que o suspeito deu ré no carro, atingiu a jovem e a arrastou pelo asfalto antes de fugir, ainda em marcha à ré.

O MPDFT enquadrou o caso como tentativa de homicídio com dolo eventual — quando o suspeito assume o risco de provocar a morte. Para os promotores, ao dirigir sob efeito de álcool e entorpecentes e em condições perigosas, o motorista tratou o veículo como uma arma.

A denúncia também inclui qualificadoras: o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, devido à ação repentina, e perigo comum, por colocar outras pessoas em risco durante a conduta.

O promotor Cesar Augusto Nardelli afirmou que o caso não será tratado como acidente. “Esse violento atropelamento não será tratado como um acidente”, declarou. O MPDFT pediu ainda a fixação de indenização mínima de R$ 100 mil para a vítima.

O acusado está preso preventivamente em unidade militar, por ser integrante do Exército Brasileiro. O caso tramita na Justiça do DF. Ele foi preso em flagrante no dia do atropelamento.

A vítima é Maria Clara Facundo, de 20 anos. Ela teve alta médica nesta segunda-feira (11), após 17 dias internada. A jovem só deixou a UTI na semana passada, segundo a família.

O atropelamento ocorreu na madrugada do dia 25 de abril, quando Maria Clara atravessava uma rua próxima à faixa de pedestre. Segundo a família, ela fraturou a bacia e o rosto e teve traumatismo craniano.

De acordo com o advogado de Maria Clara, ela está em casa fazendo fisioterapia leve e ainda não pode ficar em pé. O processo contra Guilherme da Silva Oliveira segue na Justiça, que deve decidir se aceita a denúncia do Ministério Público.

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