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Fanáticos pelo poder

Bolsonarismo vê como tirar batom na cueca de Ciro no caso Master

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Autor/Imagem:
Wenceslau Araújo - Foto Lula Marques/ABr

Da mesma forma que alguns inventivos brasileiros precisam ser estudados pela Nasa, boa parte dos chamados bolsonaristas tem de ser avaliado urgentemente por uma federação de psiquiatras, psicólogos e terapeutas. Ingerir detergente apenas para contestar uma afirmação do governo ao qual fazem oposição não é coisa de gente séria, normal ou capacidade cognitiva mediana. Bastam dos neurônios para que um menino do Maternal II saiba que qualquer tipo de contaminação é um problema sanitário e não ideológico.

Talvez negando as aparências e disfarçando as evidências, os fanáticos acabam por se auto contaminarem negativamente e, sem querer querendo, confirmam o que o restante do Brasil já sabia: o bolsonarismo realmente é uma doença crônica, contagiosa e maldita. O problema é que, conforme o contato, ela não atinge somente pessoas, mas toda a nação. Por exemplo, é público e notório que o senador Ciro Nogueira é suspeito de receber mesada de Daniel Vorcaro para beneficiar o Banco Master no Senado.

Apesar de o batom na cueca ser vermelho, pegajoso e visível, o clã Bolsonaro e seus seguidores continuam fingindo que eles não têm nada a ver com isso. Tanto que mantiveram a aliança União-PP com Flávio Bolsonaro. Após uma rápida passada d’olhos nos sites especializados, todos os brasileiros se lembrarão que, como ministro, Ciro Nogueira foi o braço direito do governo de Jair Bolsonaro e “vice dos sonhos” do candidato Flávio Bolsonaro. O trabalho sujo de Ciro Nogueira para ajudar o Master é a prova de que hoje a maioria dos políticos se esmera em benefício próprio. E daí se há eleitores que adoram amar corruptos que dizem odiar a corrupção?

É a certeza de que similares do fictício deputado Justo Veríssimo vivem, povoam o imaginário dos que apostam no caos e, com apoio desses, lotam o Congresso. Para as centenas de eleitos e milhões de eleitores incluídos no catálogo de bebedores de detergentes e outros produtos da marca Ypê, o povo que se exploda. A índole desses políticos e a de quem os elege fica clara quando eles escolhem o que definem como corrupção e o que dizem ser perseguição política. Triste, mas ainda é grande a relação dos brasileiros que defendem até a morte os falsos perseguidos, entre eles os donos da Ypê, financiadores da campanha de Bolsonaro em 2022.

Politizar a bactéria é minimizar a infinidade de micróbios que infestam o Congresso Nacional e o amontoado de germes que habitam a mente nociva e decomposta dos que trabalham contra o Brasil. Como é difícil saber qual microrganismo causa mais doenças, fico com a resposta oficial, segundo a qual bactérias não são de esquerda ou de direita. Estultices e ignorância à parte, bactéria é uma questão de saúde pública. Vale registrar que loucos por detergentes são os mesmos que negaram a Covid-19, cujo vírus matou mais de 700 mil brasileiros, muitos deles bolsonaristas até debaixo dos tapetes.

Como o melhor modo de ignorar um inimigo ou adversário é não se assemelhar a ele, é o tenho feito. Por exemplo, parei de dar explicações ou contra minhas histórias a quem só entende o que quer. A pedido médico, estou me poupando para quando a eleição chegar. Torcendo para que os idólatras sem nexo também procurem bons psiquiatras, até outubro mantenho todas as minhas certezas sobre a política, os políticos, os politiqueiros e o Banco Master. Uma delas é a desnecessidade de o senador Ciro Gomes ser político. Afinal, com vencimentos da ordem de R$ 500 mil mensais para que ocupar o espaço de quem realmente quer trabalhar pelo povo?

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Wenceslau Araújo é Editor-Chefe de Notibras

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