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O abatedouro da direita

Alianças desmoronam após escândalo de Flávio Bolsonaro

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@donairene13 - Foto Arquivo

É como diz o velho ditado: rei morto, rei posto. Bastaram poucas horas após a divulgação do escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro para começarem os movimentos de afastamento político. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Partido Novo, partido que frequentemente atua como linha auxiliar do bolsonarismo, classificou o episódio como “imperdoável” e passou a criticar publicamente quem até ontem era tratado como aliado estratégico. A mudança de tom foi tão rápida quanto reveladora.

Até pouco tempo atrás, havia inclusive especulações sobre uma possível composição entre Zema e Flávio para uma disputa presidencial. A direita tentava construir um discurso de unidade, mesmo em meio às disputas internas por protagonismo. Mas a política tem pouca paciência para figuras enfraquecidas. Quando surge um escândalo capaz de abalar a viabilidade eleitoral de um nome, antigos aliados costumam redescobrir subitamente a própria consciência moral.

O episódio mostra como parte da direita brasileira funciona muito mais pela lógica da conveniência do que por fidelidade política ou coerência ideológica. Enquanto Flávio Bolsonaro parecia forte, havia silêncio, cautela e aproximação. O que está em disputa é quem herdará o espólio político do bolsonarismo caso a família Bolsonaro deixe de ser eleitoralmente útil para seus antigos aliados.

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