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Teoria e realidade

Sobre ‘discos voadores’ e os famosos Ovnis

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Autor/Imagem:
Marco Mammoli/Imagem: S. Lugan

O Departamento de Defesa dos EUA divulgou recentemente mais de 160 arquivos inéditos sobre OVNIs, incluindo fotos, vídeos e relatórios de inteligência. Embora o material tenha sido tornado público, o governo ressalta que a maior parte ainda precisa passar por análises técnicas detalhadas. A diretora de Inteligência Nacional e o administrador da NASA, reforçaram o compromisso de manter a transparência e compartilhar futuras descobertas.

Apesar do grande volume de dados liberados, um relatório oficial do Pentágono (março de 2024) concluiu que não há evidências concretas de que os fenômenos observados estejam ligados a tecnologia de origem alienígena. Uma das tentativas mais influentes de transformar essa pergunta em algo calculável é a Equação de Drake, uma fórmula proposta por Frank Drake, em 1961, para estimar quantas civilizações extraterrestres comunicativas podem existir na Via Láctea.

Ela não fornece um valor exato, mas organiza o problema em sete fatores multiplicativos ligados à formação de estrelas, existência de planetas habitáveis, surgimento da vida, evolução da inteligência, desenvolvimento tecnológico e duração da emissão de sinais detectáveis. Ela não “prevê” um número, mas estrutura o problema em fatores multiplicativos. Na forma mais comum, temos: N = R . f . n . fl . fi . fc . L, onde:

• N = número de civilizações tecnologicamente comunicantes na Via Láctea, num dado momento.
• R= taxa média de formação de estrelas adequadas por ano.
• f = fração dessas estrelas que possuem planetas.
• n = número médio de planetas potencialmente habitáveis por estrela com planetas.
• fl = fração desses planetas em que a vida surge.
• fi = fração desses planetas com vida em que surge vida inteligente.
• fc = fração dessas civilizações inteligentes que desenvolvem tecnologia detectável (rádio, lasers, etc.).
• L = tempo médio (em anos) em que essas civilizações emitem sinais detectáveis.

Sua estrutura em produto representa um funil probabilístico: fatores astronômicos, biológicos e socioculturais se encadeiam, de modo que, se um deles for muito baixo ou zero, o número final de civilizações também será muito pequeno. Por isso, a equação é vista como uma forma de organizar as incertezas científicas sobre a vida inteligente no Universo.

Podemos destacar que a autodestruição das civilizações, embora não apareça explicitamente na fórmula original, influencia principalmente o fator L, que mede por quanto tempo uma civilização permanece detectável. Guerras, colapsos ambientais, riscos tecnológicos e falta de estabilidade institucional podem reduzir esse tempo drasticamente.

Assim, mesmo que a vida seja relativamente comum, civilizações podem desaparecer, ou deixar de ser visíveis, antes de conseguirem coexistir no mesmo período, o que ajuda a explicar o Paradoxo de Fermi. Civilizações maduras, são aquelas que conseguem passar desse período e reduzir o risco de autodestruição a valores muito baixos, essas civilizações podem contribuir desproporcionalmente para (N), pois terão (L) gigantesco (milhões de anos). Isso implica que, se encontrarmos alguma, é mais provável que sejam extremamente antigas e estáveis. Porém, existe a possiblidade de algumas civilizações simplesmente abandonem emissões detectáveis, recolhendo-se a redes ópticas dirigidas ou comunicações mais eficientes e discretas. Nesse caso, a “autodestruição” relevante para Drake é a autodestruição da visibilidade tecnológica, não necessariamente da espécie.

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Marco Mammoli, Mestre Conselheiro e membro do conselho do Colégio de Magos e Sacerdotisas. Você pode entrar em contato com o Colégio dos Magos e Sacerdotisas através da Bio, Direct e o Whatsapp: 81 997302139.

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