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Dark Horse imorrível

Lula está bem vivo e no páreo da reeleição

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Autor/Imagem:
Arimathéia Martins - Foto de Arquivo

Para aqueles que achavam que Luiz Inácio Lula da Silva estava morto e o governo acabado, os números, os dados, os fatos e, principalmente, as intenções de voto dizem exatamente o contrário. Por obra e graça da vaidade alheia e por absoluta incompetência dos que queriam vê-lo sepultado, Lula parece imorrível. Com apoio do povo, ele plana com o Lula 3 e caminha celeremente para decolar com o Lula 4. Cheguei a achar que não, mas, certa de que está trabalhando errado, a oposição vem jogando a reeleição no colo do líder do petismo.

Depois de uma série de touperices políticas da direita e de tiros dados a esmo pelos fanáticos na direção do Palácio do Planalto, o povo parece ter acordado para a realidade. Além de se recuperar rapidamente da rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal e da derrubada dos vetos à Lei da Dosimetria, o presidente reassumiu a dianteira na corrida eleitoral e respondeu com atos às mentiras espalhadas pelas lideranças do conservadorismo, entre elas a de que o Brasil está quebrado.

É verdade que, economicamente, o país ainda está muito distante do idealizado pela população. Entretanto, como uma nação que dizem estar na pindaíba alcança em um único mandato presidencial recordes de exportações (R$ 349 bi), de investimentos e de turistas estrangeiros, de passageiros de avião, de venda de carros novos e usados, tem o maior PIB per capita, a maior renda, a menor inflação e o menor índice de desemprego da história. É o Brasil seguindo em frente.

Não é nada, não é nada, mas tem sido tudo para os brasileiros que trabalham para que poder permaneça em mãos certas. Enquanto isso, do outro lado a grande preocupação é, em nome do pai, buscar dinheiro amaldiçoado para financiar Dark Horse, filme sobre a história de vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. É o que está dito, em alto e bom som, no áudio da compadecida. A pergunta que tenho ouvido de cinéfilos inveterados é simples: Será que dá para garantir dez minutos de película?

Não sei. O que sei é que a expressão Dark Horse se refere a um competidor, candidato ou pessoa pouco conhecida que surpreende ao ter um desempenho excepcional ou ao vencer uma disputa, contrariando todas as expectativas. No português da jogatina, seria a “zebra” ou o “azarão”. Sem talentos ocultos, o ex-presidente até surpreendeu, mas logo tirou a máscara e, com acidez, ameaças, intolerância e muita ganância, mostrou à plateia brasileira quais eram suas verdadeiras intenções. Mostrou tanto que ressuscitou um presidente que não quer morrer tão cedo. Seria Lula o verdadeiro Dark Horse? Ele está no páreo.

O problema é que o cavalo de raça virou pangaré, durou apenas uma prova e hoje experimenta do próprio veneno amargo. Fosse eu o roteirista do filme imaginado pelo clã Bolsonaro, a primeira sugestão seria lembrar de Winston Churchill e falar a respeito de focos e de objetivos. Conforme o célebre ex-primeiro-ministro do Reino Unido, “Se você vai passar pelo inferno, não pare de andar”. Mente e corpo ociosos são sinônimos de início de loucura. Faça um mea culpa, se recupere social e politicamente e volte a fazer jus a um Dark Horse. Faça isso antes que o efeito do detergente Ypê transforme seus seguidores em percevejos de salas de cinema.

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