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Justiça daltônica

Radar do STF quebra Wagner mas não engessa sequer pernas de Flávio

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@donairene13 - Foto Divulgação

Nesta quinta-feira, 18, a Polícia Federal deflagrou uma operação em endereços ligados ao senador Jaques Wagner. Segundo as informações, os agentes encontraram o equivalente a quase R$ 500 mil em moeda estrangeira, além de apontarem que Jaques recebeu de Vorcaro um apartamento avaliado em cerca de 2,5 milhões de reais. Jaques se manifestou rapidamente, afirmou que tanto o imóvel quanto o dinheiro têm origem lícita e disse estar disposto a prestar todos os esclarecimentos. Agora cabe à polícia investigar, apurar os fatos e comprovar o que realmente aconteceu.

O caso envolvendo o Banco Master precisa ser totalmente esclarecido. O país tem o direito de saber, em detalhes, como se deram essas relações, quem participou e quais interesses estavam em jogo. E, dentro disso, surgem perguntas que ainda não tiveram resposta clara: por que o sigilo bancário de Flávio Bolsonaro não foi quebrado? Por que não houve operação contra ele, mesmo com a existência de áudios em que pede dinheiro a Vorcaro e o chama de irmão?

O mais importante é que a lei seja aplicada de forma igual para todos. Não pode haver tratamento diferente dependendo do campo político de cada um. Se a investigação alcança um lado, precisa alcançar o outro quando há indícios semelhantes. Justiça seletiva enfraquece a confiança nas instituições e passa a sensação de que existem regras diferentes para pessoas diferentes.

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