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Podridão política

Corrupção endêmica fere de morte lorde baiano

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Autor/Imagem:
Arimathéia Martins - Foto de Arquivo

Consequência direta das escolhas do povo, a corrupção política deixou de ser uma febrezinha passageira e virou pandemia no Congresso Nacional. É sujeira da grossa e alcança gregos, goianos, piauienses capiaus, mas com jeito de enganador de pastores evangélicos, paraibanos com cara de monge budista, cariocas do tipo deixa comigo e até baianos de fala rouca e vaselina no cabelo, mas com pinta de lorde inglês. Lamentável e difícil de entender como é que alguns políticos optam pela corrupção à luz do dia. Logos eles que dispõem de tantas maneiras “legais” de serem desonestos.

Conforme textual do ex-governador e presidenciável Ronaldo Caiado, a política brasileira está “apodrecida”. Seus eleitores certamente passariam do ponto e diriam: O estado é de putrefação. O problema é sério, de faxina geral e não está somente nos Parlamentos municipais, estaduais e federal, mas principalmente naqueles que não conseguem perder a paciência com a bandalheira pública. São os que mantêm os olhos fechados e, entra eleição e sai eleição, elegem e reelegem as excelências que, de forma clara e objetiva, preferem conduzir as chamadas casas de leis na mais perfeita desordem política.

No Brasil do faz de conta, a corrupção se transformou na maior invenção dos políticos. É uma coisa tão grandiosa que, caso acabe, poderia ferir de morte vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e eventuais presidentes da República. Sou daqueles que acredita que a ladroagem começa exatamente quando parte da sociedade passa a enxergar no político um herói, em vez de um cidadão que, após eleito, passaria a ser conhecido como servidor.

Seja à direita, ao centro ou à esquerda, no Brasil da ficção o político corrupto é um ladrão fantasiado de líder. Com discursos de homens de bem, eles normalmente roubam a confiança do povo para depois lhes roubar os bens. Embora permaneça achando que existem maçãs sem bicho no circo dos horrores do Congresso, é difícil discordar dos brasileiros para os quais é mais fácil encontrar um alfinete nas matas da Floresta Amazônica do que alcançar o milagre de bater de frente com um político de alto escalão honesto.

Em tempos de Copa do Mundo, é bom lembrar que, votar em um corrupto para outro não ganhar, é a “consciência” de quem vê política como um campeonato de futebol. Lamentável, mas, em ambos, a política a mentira, a impunidade e a corrupção caminham lado a lado. Como diz Celso de Mello, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, a corrupção deforma o sentido republicano da prática política. Menos sabidos, mas craques em analogias, os meninos do Maternal II avaliam o futebol e a política de modo bem simplório: Tudo a ver.

Mais prático, aproveito a torcida pelo hexa, para hipoteticamente me imaginar compondo uma parceria com um desses políticos no meio de campo da Seleção Brasileira. Talvez nos denominássemos de dupla Caracu. Obviamente que o tal político seria a Cara. Já eu… É o seu, o meu, o nosso Brasil do faz de conta, Nele, nem tudo são flores. Pelo contrário. Tomara que, na contramão do ditado popular, o bolorento esteja por fora do pão e a bela viola ainda corra por fora, a fim de evitar que a população, prestes a ser transformada em eleitora, se renda à podridão generalizada da nação.

Mesmo em época de seca no Distrito Federal, no Senado, além do amontoado de tranqueiras, está chovendo porcaria. E não é apenas força de expressão ou licença poética. É grana alta pingando nos bolsos da turma do PL, PP, PT, Republicanos, União Brasil e de outras tantas legendas. Para os pensadores, a corrupção é um crime sem rosto. Para os eleitores, os rostos, nomes e CPFs são por demais conhecidos. Eles vivem no Oiapoque e no Chuí. Para nominá-los basta consultar a lista de viagens e de agrado$ do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, patrocinador de, entre muitos outros, Ciro Gomes, Hugo Motta e, agora, Jaques Wagner. Socorram Marrocos, pois a polícia vem aí!

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