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Sem escudo

Quem ganhou o que do Master vai ter peso na eleição presidencial

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@donairene13 - Foto Editoria de Artes/IA

A operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner mexe diretamente com uma narrativa importante da campanha de Flávio Bolsonaro. Até aqui, Flávio vinha tentando sustentar a ideia de que sua ligação com o Banco Master e com Daniel Vorcaro seria fruto de perseguição política, como se houvesse uma atuação seletiva contra ele por ser um nome da direita.

Mas, com a PF avançando também sobre um dos principais nomes do governo no Senado, essa tese perde força. Fica mais difícil para Flávio dizer que existe uma perseguição direcionada apenas a adversários do atual governo ou a políticos de um campo específico. A operação mostra que as investigações podem alcançar figuras de diferentes espectros políticos.

Agora, o debate tende a mudar de foco. Em vez de discutir se há perseguição, a questão central passa a ser o conteúdo das investigações e as provas reunidas. Para Flávio, isso é um problema, porque enfraquece um discurso que servia como defesa política e o obriga a lidar de forma mais direta com as acusações e suspeitas que cercam sua relação com o Banco Master.

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