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Esgotamento

O mundo está cheio de gente exausta fingindo que está bem

Publicado

Autor/Imagem:
Emanuelle Nascimento - Foto Francisco Filipino

Existe uma linguagem própria do esgotamento.

Ela aparece no “está tudo certo” dito rapidamente. No sorriso automático. Na resposta educada enviada mesmo sem energia. Na produtividade mantida apesar do colapso interno.

Vivemos uma época em que o sofrimento precisa ser funcional.

O filósofo Byung-Chul Han argumenta que a sociedade contemporânea produz sujeitos que exploram a si mesmos até a exaustão. Não é mais necessário um capataz. O próprio indivíduo se cobra.

E assim surgem pessoas profundamente cansadas que continuam operando normalmente.

Pagam contas. Trabalham. Estudam. Fazem reuniões.

Mas carregam dentro de si uma fadiga que não aparece em exames médicos.

O mundo está cheio delas.

Talvez mais perto do que imaginamos.

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