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Pacus e Baiacus

Dia de saber se churrasco é melhor que prato de sushi

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Autor/Imagem:
Armando Cardoso - Foto de Arquivo

Segunda-feira, 29 de junho, Dia de São Pedro, começa uma nova Copa do Mundo para o Brasil. Para os que vibram, de fato e de direito, com a “amarelinha”, o hexa não está mais tão distante. Me valendo de minhas prerrogativas constitucionais, patrióticas, afetivas e sexuais, decidi me concentrar desde sexta-feira (27) para o mata-mata entre nós, os pescadores de pacus, e eles, os comedores de baiacus. Sufixos pouco republicanos à parte, só deixei a concentração para, ao som do show Djavanear, assistir à pelada entre Áustria e Argélia.

É claro que torci contra ambos, pois a derrota de um ou de outro classificaria os aiatolinhas do Irã. Não logrei êxito. Como houve empate, ambos se classificaram. Perseguidos, odiados e abandonados pelo “anfitrião” Donald Trump, os iranianos voltaram para casa sem conhecer a Estátua da Liberdade. Viram, de longe, o que sobrou das Torres Gêmeas. Voltando ao que interessa, isto é, à peleja mortal entre a “pátria de chuteiras” e os meninos da terra do Sol Nascente, também conhecidos como os Kuki Mata, é hoje ou só em 2030.

Se chegarmos vivos até lá, os vikings noruegueses terão de nos aturar. Embora esteja confiante, quase certo da vitória nessa fase, o jogo certamente será pau a pau. Tudo culpa do seu, do meu, do nosso ídolo Zico, o pai do futebol na terra em que o povo só abre os olhos para jogar e torcer contra a Seleção Brasileira. Pouco importa se chorei ou se sorri até aqui. O importante é que emoções eu vivi. E foram tantas desde o empate com os marroquinos que, mais uma vez por causa do Zico, eu já nem sei se gosto do Japão ou se gostei

Como andam dizendo alguns jogadores da seleção japonesa, o Brasil não é mais o Brasil de antigamente. Eu também sei disso, mas, provavelmente, os asiáticos estão se referindo ao time que enfrentaram e venceram por 3 a 2, de virada, em amistoso disputado ano passado em Tóquio. Entretanto, no histórico de 14 duelos, o Brasil venceu 11, empatou dois e perdeu apenas um. Em Copas do Mundo, em 2006, os brasileiros golearam os nipônicos por 4 a 1, com dois de Ronaldo Fenômeno. A partida foi válida pela terceira rodada da fase de grupos do Mundial da Alemanha. Só para ilustrar, o Japão é a maior vítima de Neymar Júnior pela Seleção Brasileira.

Caso entre em campo hoje, o atacante do Santos terá a oportunidade de ampliar uma de suas marcas mais expressivas com a “amarelinha”, com a qual ele já marcou nove gols contra os Samurais Azuis. Sobre o jogo Áustria e Argélia ao som do show Djavanear, vale uma explicação. Moro bem próximo do Estádio Nacional de Brasília, local em que, nesse sábado (27), o cantor e compositor Djavan fez uma apresentação para milhares de pessoas. Eu não fui, mas Djavan foi com a camisa azul da Seleção. Por superstição, é com essa que eu vou hoje. Se Djavan Djavaneou de azul, é de azul que eu vou saracotear. Por falar em saracoteio, hoje é segunda-feira, dia de mostrar ao mundo porque o churrasco é muito melhor do que o sushi ou o sashimi.

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Armando Cardoso é presidente do Conselho Editorial de Notibras

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