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Pai, referência

A ausência que não aprende a ir embora

Publicado

Autor/Imagem:
Emanuelle Nascimento - Foto Francisco Filipino

Perder um pai não é apenas perder uma pessoa. É perder uma referência.

Há ausências que não se acomodam no tempo. Elas não diminuem, apenas mudam de forma. Aparecem em datas específicas, em decisões importantes, em momentos em que gostaríamos de perguntar algo e não há mais quem responda.

O luto, como analisa Sigmund Freud, não é um processo linear. Não se trata de esquecer, mas de aprender a viver com a ausência.

Mas há uma dimensão que a teoria não alcança completamente: a experiência concreta de não ter mais aquele lugar simbólico.

Não é só a falta da pessoa.

É a falta do papel que ela ocupava na nossa vida.

E há dias em que essa falta pesa mais.

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