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Teologia do voto

A encenação que não colou

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@donairene13 - Foto Divulgação

Diversas pesquisas têm mostrado que Flávio Bolsonaro vem perdendo apoio entre os evangélicos, um segmento que sempre foi uma base importante para ele. Muitos analistas apontam que o envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro pesou bastante nessa queda, porque entre os evangélicos as questões morais costumam ter grande peso na hora de escolher um candidato. Quando surgem suspeitas ou escândalos, a confiança se abala.

Mas talvez haja algo ainda mais profundo nisso. Flávio parece tentar construir uma imagem de homem de fé, tendo inclusive se convertido há poucos meses, justamente em meio ao avanço de sua pré-campanha, foi visto por muita gente como um gesto calculado. O fato de isso ter acontecido na Igreja da Lagoinha, que também aparece ligada a polêmicas envolvendo o banco Master, só aumentou a desconfiança e reforçou a sensação de encenação.

A questão para muitos cristãos não é só política, mas coerência. Fé não se prova com cerimônia pública nem com discurso pronto. Se uma parte do eleitorado evangélico está se afastando, talvez seja porque começa a perceber contradições entre o que se prega e o que se pratica. E, para quem leva a fé a sério, isso faz diferença.

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