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Intelectuais

A solidão das mulheres que pensam demais

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Autor/Imagem:
Emanuelle Nascimento - Foto Francisco Filipino

Existe um tipo de solidão específica que atinge muitas mulheres intelectuais. Não é apenas a solidão comum da vida adulta, mas a sensação de não caber completamente nos lugares disponíveis.

Mulheres que leem muito, pensam muito, escrevem, pesquisam e questionam estruturas sociais frequentemente ocupam um lugar ambíguo: não correspondem totalmente às expectativas tradicionais de feminilidade, mas também enfrentam resistência em espaços intelectuais historicamente masculinos.

A filósofa Simone de Beauvoir já escrevia sobre a dificuldade de ser mulher e intelectual em uma sociedade que esperava das mulheres sobretudo casamento e maternidade. Décadas depois, muitas coisas mudaram, mas a sensação de deslocamento ainda aparece em muitas trajetórias femininas.

Pensar é um ato solitário. Pensar sendo mulher, muitas vezes, é também um ato de resistência.

Mas essa solidão não é necessariamente negativa. Muitas vezes é justamente nela que nascem ideias, textos, pesquisas e mudanças sociais.

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