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Casa e Decoração

Aconchego é ponto de partida para criar estilo escandinavo

Foto/Divulgação
Anelisa Lopes

Recentemente, comecei a assistir uma série policial na internet gravada na Finlândia e, diferentemente do que imaginava, ao observar atentamente os interiores das residências, percebi que não se limitam a lareiras e carpetes em razão das baixíssimas temperaturas que fazem no país. A partir daí, fui buscar um pouco a respeito do estilo escandinavo – confesso que nunca fiz um projeto de interiores baseado em tal referência, apesar de ele já ser bem difundido por aqui.

A Finlândia – junto da Islândia, Dinamarca, Suécia, Noruega e Ilhas Faroe – passaram a destacar uma arquitetura/design próprios a partir do início do século XX, com valorização nos anos 50 e 60. Por isso, quase não possuem influência das escolas do restante da Europa, principalmente italianas e francesas. E o principal motivo se deve justamente às condições climáticas e da valorização dos poucos recursos naturais existentes nestes locais.

A sustentabilidade faz parte do estilo de vida do escandinavo. O preservar e conservar está presente nos materiais usados e no essencialismo: não há exageros nem desperdícios. Os materiais utilizados nas construções e no mobiliário são nobres, porém simples: madeira e pedra, sempre de origem local. Peles, couro e lã, também estão muito presentes.

Apesar deste minimalismo, os interiores escandinavos transbordam aconchego e passam a sensação de serem ninhos prontos para receber a família e os amigos regados a taças de vinho. Não há rigidez, apesar do mobiliário predominantemente de linhas retas, nem passam impressão de vazio.

Outro destaque é o uso recorrente de enormes painéis de vidro para absorver a luminosidade natural temporária e, para aumentar esta sensação de claridade, os escandinavos recorrem a cores neutras, principalmente branco, tons de bege e cinza. Ao contrário do que se possa pensar, não há muito uso de cores quentes, já que a presença constante de tonalidades fortes acabam provocando cansaço visual. Elas são usadas, sobretudo, em objetos e elementos móveis como mais uma prova de uma forma despretensiosa de levar a vida.

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