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Brasil

Adarico, irmão do ex-ministro Negromonte, último foragido da Lava Jato, se entrega à PF



O último foragido da Polícia Federal (PF) na sétima fase da Operação Lava Jato, Adarico Negromonte Filho, se entregou na carceragem de Curitiba às 11h15 desta segunda-feira (24). Ele é um dos 25 investigados nesta fase da operação e estava foragido desde sexta-feira (14).

Negromonte é suspeito de ligação com o doleiro Alberto Youssef, considerado o líder de um esquema de lavagem e desvio de dinehiro. Segundo as investigações, ele levava dinheiro do escritório do doleiro até os agentes públicos e partidos políticos. O investigado chegou de táxi à Polícia Federal, acompanhado pela advogada que o representa. Eles preferiram não dar entrevista.

Adarico é irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA). Em documento protocolado na Justiça, a defesa enfatizou o pedido de revogação da prisão temporária do cliente, e diz que a autoridade policial foi informada sobre a apresentação.

De acordo com as advogadas que o representam, Joyce Roysen, Denise Nunes Garcia, Débora Motta Cardoso, e Kátia Toscano Mielenhausen, o juiz federal Sergio Moro determinou na terça-feira (18) que o Ministério Público Federal (MPF) se manifestasse em até três dias sobre o pedido de revogação da prisão – o que, de acordo com a defesa, ainda não ocorreu.

Deflagrada em março deste ano, a Operação Lava Jato prendeu várias pessoas, entre elas estão o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que cumpre prisão domiciliar no Rio de Janeiro, o ex-diretor de Serviço Renato Duque, e o doleiro Alberto Youssef, acusado de comandar o esquema. Os dois últimos estão detidos na carceragem em Curitiba.

A defesa de Adarico Negromonte alega ainda que não há necessidade da prisão de Negromonte para o prosseguimento das investigações. “Ratifica-se que a liberdade do Requerente que conta com quase 70 anos de idade, é primário, tem bons antecedentes, possui residência fixa e ocupação lícita, em nada poderá influenciar sobre a colheita de provas que ainda resta ser feita”, argumentam.

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