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Saúde

Afinal, nosso ovo de cada dia é mocinho ou vilão?

Foto/Arquivo Notibrqas
Carolina Paiva

Mocinho ou vilão? O ovo tem sido tema de estudos por muitos anos e há quem diga que ele faz mal à saúde e outros que o defendem como um ótimo aliado da vida saudável devido ao colesterol presente nele. A questão quando se trata deste e de qualquer outro alimento é equilíbrio. Mas um estudo publicado na última semana no periódico Journal of the American Medical Association observou uma relação entre o alto consumo de ovos e o risco aumentado de doenças cardiovasculares.

Embora essa associação tenha sido observada na pesquisa, não há uma relação de causa e efeito comprovada e outras investigações são necessárias para saber por que ela existe.

Além disso, especialistas afirmam que é preciso analisar o consumo além da quantidade ingerida, prestando atenção também forma como os ovos são feitos e nos complementos que os acompanham na refeição.

No estudo em questão, os pesquisadores analisaram dados de seis grupos de estudo dos Estados Unidos, totalizando mais de 29,6 mil pessoas que foram acompanhadas por uma média de 17 anos e meio. O objetivo era verificar se o consumo de colesterol ou de ovos na dieta está associado à doença cardiovascular ou à mortalidade por qualquer causa.

Os resultados apontaram que mais de 300 miligramas de colesterol consumido por dia foi significativamente associado a um risco maior de 3,2% de doença do coração e um risco 4,4% maior de morte prematura. Além disso, cada metade adicional de ovo consumida por dia teve relação com um risco 1,1% maior de problema cardíaco e 1,9% maior de morte. Ao longo dos anos analisados, houve 5,4 mil incidências de eventos cardiovasculares e 6.132 mortes por outras causas.

De acordo com a principal comissão supervisora da alimentação dos Estados Unidos, nutricionistas afirmam que, para um adulto saudável, um ovo diário não tem nenhum problema. Em 2013, um grupo de pesquisadores da Associação Americana do Coração e do Colégio Americano de Cardiologia que analisou a questão disse que não há evidências suficientes de risco que exijam a restrição do colesterol na dieta.

Entretanto, alguns cientistas continuam cautelosos. Um dos expoentes do grupo, Robert Eckel, disse que ainda usa apenas clara de ovo para suas omeletes, evitando a gema que é mais rica em colesterol. Os especialistas alertam que pessoas com outros problemas de saúde, como diabete, deveriam ser mais cautelosas também.

Em resposta ao estudo recente, Victoria Taylor, nutricionista sênior da Fundação Britânica do Coração, disse ao Science Media Center que “esse tipo de estudo só pode mostrar associação, em vez de causa e efeito, e mais pesquisas são necessárias para entendermos as razões por trás dessa relação”.

“Os ovos são alimentos nutritivos e, embora esse estudo se concentre na quantidade que comemos, é tão importante prestar atenção em como os ovos são cozidos e nas guarnições que os acompanham. Por exemplo, ovos poché em torradas integrais são uma refeição muito mais saudável do que um frito tradicional”, comentou a especialista.

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