Curta nossa página


Dutch   English   French   German   Italian   Portuguese   Russian   Spanish


Brasil

Afinal, o que quer Carlos ao atacar generais do pai?

Ka Ferriche

Devemos reconhecer que seres pensantes não falam besteiras todo o tempo. Olavo de Carvalho, o astrólogo dono de premonições políticas em vídeo amplamente compartilhado nas redes sociais, deu dicas ao ministro Sérgio Moro sobre o Foro de São Paulo e como acabar com ele. Pelo menos em São Paulo. Devemos reconhecer que desta vez ele tem razão.

Âncora de um movimento alucinado e predador, o Foro de São Paulo representa um dos maiores sistemas organizados de criminalidade internacional. Domesticamente, crime de lesa-pátria. Mais de 500 bilhões de reais foram retirados dos brasileiros para financiar a psicopatia do carcerário de nove dedos, enquanto morriam milhões de pessoas nos hospitais do Brasil, por puro capricho e alucinação do apenado de querer ser o dono do mundo. Enquanto isso ele e Dilma pagavam o bem estar de ditadores ao redor do mesmo mundo.

Defensor de Olavo, o destemperado 02 Bolsonaro, entende que o seu pai é um idiota. Isso é próprio da juventude. Mas o 01 não é um ingênuo como o filho pródigo e seu pai adotivo Olavo quer fazer crer que ele é. Quem está enfrentando a Rede Globo, que divulga pesquisas sem pé nem cabeça, que compara quem cagava e o volume do estrume produzido nos primeiros dias de FHC, Lula e Dilma, com os cavalos do Regimento de Cavalaria? Números obtidos por um instituto de pesquisa de propriedade de um suspeito de ilícitos. Nunca o 02 disse nada a respeito, muito menos Olavo de Carvalho.

Os ataques são cruéis, dedicam quase o total do tempo reproduzindo um diálogo obtido criminosamente entre autoridades e não há pronunciamento nenhum de Carlos Bolsonaro e Olavo de Carvalho sobre isso. Preferem atacar aliados. Dessa forma, tem tudo para dar errado.

Outra novidade difundida nas redes são os programas espiões e a batalha entre a tecnologia em mãos do 02, dizem, e aquela que os generais pretendem utilizar para invadir os sistemas de comunicação alheios. Um verdadeiro Kramer vs Kramer. Ridículo. Mas chama muito a atenção dos mais atentos é que nem o mimado Carlos Bolsonaro nem o metafísico Olavo de Carvalho atacam a Rede Globo, o principal veículo panfletário das ideias esquerdopatas.

Estarão eles executando um plano ditatorial melhor do que o de Lula e aquele que seus asseclas pretendiam? Querem desbancar a inteligência de José Dirceu e construir um poder de dominação superior?

Ao desconstruir os generais, acreditando que a popularidade de Bolsonaro 01 é suficiente para construir uma ditadura mais elaborada, com relativo apoio popular, o clã Bolsonaro poderá ser dominante na América Latina? Depois do mundo caribenho e africano, como tentou Lula? Será esse o sonho do 02 e de seu padrinho?

Chega um momento em que as atitudes nos obrigam a uma reflexão. A base eleitoral de todos da família é uma região de milícia, de práticas escusas, de descrédito nas instituições. As aparições de Bolsonaro nas ruas, nos estádios de futebol, quando manda parar o carro do comboio para apertar as mãos de admiradores, tomar meninos no colo, surpreender fotógrafos, é a mesma prática populista de ditadores como Lula. Bolsonaro 01 não precisa fazer isso para ter respeito e admiração de seu eleitorado. Por quê faz?

É necessário deixar claro aos entusiastas que criticam a atitude que é necessário ser popular, ele foi eleito pelo voto. Por outro lado, em uma análise mais profunda, considerando seu perfil, qualificação, histórico militar, família, o Brasil precisa entender melhor – e rapidamente – qual é a do Bolsonaro. De uma coisa temos certeza: enfrentamos um dilema, que é muito simples de ser entendido. Ou ficamos com alguém que nunca vai roubar (não terá essa possibilidade), ou apoiamos alguém que sempre roubou (com o apoio da principal emissora de TV). O resumo hoje do Brasil é esse. Que Deus tenha piedade e nós.

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2019 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência Estadão, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.

Segue a gente