Samambaia
Agente administrativo da PF denunciado por homofobia e ameaça com revólver
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O Ministério Público do Distrito Federal apresentou denúncia formal contra Diego de Abreu Souza Borges, de 40 anos, agente administrativo da Polícia Federal, por um episódio de violência ocorrido em um bar de Samambaia. O acusado responderá pelos crimes de homofobia, constrangimento ilegal com uso de arma de fogo e usurpação de cargo público. O caso ganhou repercussão após imagens de segurança registrarem a conduta agressiva do servidor contra frequentadores do local.
O incidente aconteceu na noite do último dia 13, por volta das 21h, quando dois corretores de imóveis lanchavam no estabelecimento. De acordo com as investigações, Diego, que consumia bebidas alcoólicas, passou a interpelar as vítimas de maneira hostil. Motivado por preconceito, o agente questionou reiteradamente se os dois homens formavam um casal, utilizando o interrogatório como ferramenta de intimidação e constrangimento.
A situação escalou quando o servidor se levantou de sua mesa e sacou uma pistola, apontando-a para um dos homens. Registros de câmeras de segurança mostram o momento em que Diego tentou imobilizar uma das vítimas, ordenando que ela colocasse as mãos sobre a cabeça e, posteriormente, exigindo que se deitasse no chão. Durante a abordagem violenta, o denunciado afirmou ser policial, tentando validar sua autoridade de forma arbitrária.
Apesar de trabalhar na Polícia Federal, Diego ocupa o cargo de agente administrativo, o que não lhe confere as prerrogativas de um policial de carreira. Por esse motivo, o MPDFT incluiu a tipificação de usurpação de função pública na denúncia. A conduta foi classificada como homofóbica devido ao teor das agressões verbais, que focavam especificamente na orientação sexual presumida das vítimas.
Após o ocorrido, o agente foi preso em flagrante pela Polícia Civil. No entanto, sua liberdade foi concedida no dia 14 de fevereiro, após passar por audiência de custódia. O processo agora segue na Justiça, que deve decidir se aceita a denúncia e torna o servidor réu pelos atos praticados no estabelecimento comercial.
Até o momento, a Polícia Federal não emitiu um posicionamento oficial sobre a conduta do servidor ou possíveis processos administrativos disciplinares. A defesa de Diego de Abreu Souza Borges não foi localizada para comentar as acusações. O espaço permanece aberto para que os representantes legais do denunciado apresentem sua versão dos fatos.