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Brasil

Ainda há tempo de Bolsonaro fazer o ‘mea culpa’ real

General Paulo Chagas

Caros amigos

Em que pese ter se aproximado voluntariamente de Jair Bolsonaro, Gustavo Bebianno foi introduzido na política pelo próprio Jair, que o encarregou de conhecer e de processar sua transferência, inicialmente, para o Patriota e, depois, para o PSL.

Nesse período, e durante toda a campanha, nos muitos contatos que tive com ele, não identifiquei em seu comportamento, em momento algum, qualquer atitude que não fosse a de um pitbull a serviço do seu dono, o “Capitão”, como ele o chamava mais comumente.

Bebianno foi, nesse ínterim, o mais próximo, leal, e confiável membro do staff do candidato Jair Bolsonaro, condição que o converteu em alvo injustificável da desconfiança e da antipatia de Carlos Bolsonaro, o filho que, segundo a mídia, é o mais protegido pelo pai.

Sua atitude de admiração fraterna e de tutela canina ficou mais evidente depois do atentado.

Gustavo Bebianno nunca foi um traidor e JB não tem como não reconhecer a sua lealdade.

Julgo que no fundo da crise que o tirou do governo está a oportunidade para tirar uma pedra do sapato do Presidente, porquanto a cisma do filho Carlos e de outros próximos a ele em relação a Bebianno era e é real, e incomodava e atrapalhava o ambiente familiar e de trabalho. O que, até aquele momento, tinha sido solução, passou a ser problema e uma escolha semelhante à de “Sofia” precisava ser feita. O afastamento do seu mais fiel escudeiro foi a decisão!

Porém, o que poderia ser resolvido com uma conversa franca, olho no olho, baseada na lealdade e em um pedido inegável de favor em benefício da harmonia familiar e governamental, transformou-se em crise conspiratória, com requintes de hipocrisia, acusações de traição, tuitadas inoportunas, divulgação de conversas pessoais, destruição de reputações e em um prato cheio para a mídia adversa e para a oposição irresponsável.

Gustavo Bebianno foi transformado em traidor e em bode expiatório daquela crise familiar e, agora, de uma possível mágoa do Deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança por ter sido rejeitado para o cargo de Vice-presidente da República.

Algo, para mim, lamentável e decepcionante.

Como observador, como eleitor e como apoiador do Governo Bolsonaro, vejo este e outros casos que envolvem o Presidente e seus filhos como as origens e a essência de grande parte das “crises políticas” que puseram e ainda põem em risco a sua imagem e a do seu governo, a confiança e a expectativa do seu eleitorado e dos seus apoiadores e que dão, à imprensa adversa e à oposição, a munição necessária para tentar desestabilizar o governo e atrapalhar as operações de combate aos maus hábitos e de reconstrução física e moral do Brasil.

Tudo isso é motivo para meditação, análise e mudança de atitudes.

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