Vaga entre distritais?
Ana Paula, ‘mãe’ dos restaurantes comunitários, mostra garra feminina
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Filiada ao Podemos, a então secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, se despediu oficialmente do comando da pasta na sexta-feira (27), seguindo o calendário de desincompatibilizações para disputar um mandato eletivo. O gesto, mais do que protocolar, sinaliza um movimento político claro, interpretado por analistas políticos como forte possibilidade de disputar uma cadeira na Câmara Legislativa.
Na saída, o tom foi de balanço e emoção. “Foi, sem dúvida, o período de maior entrega da história da Sedes. Ampliamos e implementamos programas, projetos, benefícios e serviços como nunca antes”, afirmou, visivelmente comovida. Ao destacar a equipe, fez questão de dividir os méritos: “Tive a honra de trabalhar com um corpo técnico exemplar. São quase dois mil servidores que permitiram uma gestão eficiente e voltada ao atendimento integral das famílias”.
Aos 39 anos, a mineira deixa como legado uma série de iniciativas de impacto social. Entre elas, a consolidação de programas como Cartão Prato Cheio, Cartão Gás e DF Social, além da ampliação do funcionamento dos restaurantes comunitários, que passaram a oferecer café da manhã, jantar e atendimento diário. Outro marco citado foi o lançamento do concurso público que deve praticamente dobrar o quadro de servidores da secretaria.
Mas a passagem pela Sedes não foi feita apenas de números e entregas. Ana Paula também enfrentou desafios pessoais marcantes ao longo da gestão: passou por uma cirurgia para retirada de um tumor na cabeça, enfrentou um divórcio e lidou com a rotina exigente de cuidados com um dos filhos, diagnosticado com diabetes tipo 1. Episódios que, segundo ela, moldaram não apenas sua trajetória administrativa, mas também sua visão humana à frente da política social.