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Anistia cobra de Agnelo explicação sobre perseguição a ativistas

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Um dia após integrantes do Comitê Popular da Copa no Distrito Federal (CPC-DF) denunciarem que  um homem se fazendo passar por servidor da Justiça Eleitoral estaria perseguindo-os, a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional Brasil decidiu acionar as autoridades do DF e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), cobrando explicações sobre o caso.

“A Anistia Internacional tomou conhecimento do episódio ocorrido em Brasília e solicitará, por ofício, informações e esclarecimentos ao governo do DF [GDF] e ao TRE sobre as denúncias feitas pelos membros do comitê no DF”, diz a organização em nota enviada à Imprensa.

Também em nota, divulgada na véspera, o GDF garantiu que nem a Secretaria de Segurança Pública nem a Polícia Civil tem qualquer relação com a denúncia. “Não estamos realizando nenhum tipo de levantamento ou visitas domiciliares a membros ou ativistas de protestos”, acrescentou, rechaçando “qualquer proibição ao direito democrático e constitucional de organização e manifestação”.

Ao menos seis integrantes do comitê afirmam que um homem que se identificava ora como servidor do TRE, ora como servidor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esteve em suas casas nessa terça-feira. O desconhecido alegava conferir informações pessoais de alguns eleitores do DF.

O aparente nervosismo do homem quando sua identificação profissional era solicitada, sua insistência em saber os horários em que os militantes se encontram em casa e o fato de ele dirigir uma caminhonete sem qualquer identificação levaram os integrantes do comitê e seus parentes a desconfiarem que se tratava de um policial.

Os três integrantes do movimento  – Thiago Ávila, Vinícius Lobão e Rafa Madeira – acreditam que o objetivo das visitas era intimidá-los. O motivo seria o fato de o grupo estar organizando para esta quinta-feira 12, dia da abertura da Copa do Mundo, mais um ato contrário aos gastos públicos no evento.

Temendo que suas prisões preventivas fossem decretadas como forma de desmobilizar o ato desta quinta-feira à tarde, os militantes procuraram a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O receio de serem detidos aumentou depois que a Polícia Civil do Rio de Janeiro conduziu à delegacia,na manhã desta quarta 11, dez pessoas suspeitas de participar de atos violentos nos protestos de junho de 2013 para depoimentos.

O desconhecido chegou a informar um número de telefone no qual um integrante do comitê conseguiu contactá-lo. Durante a conversa, o homem insistiu ser servidor do TRE, mas disse fazer um serviço informal, sobre o qual o tribunal, se procurado, não daria nenhum detalhe. Hoje, nossa reportagem ligou várias vezes para o mesmo número, mas não foi atendida.

Alex Rodrigues, ABr

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