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Tudo tem limite

Aposta no primeiro voto pode ser saída, mas falta carisma

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@donairene13 - Foto Divulgação

Flávio Bolsonaro tenta seguir os passos do pai e repetir a fórmula que levou Jair Bolsonaro ao poder. Copia discursos, propostas e mantém Lula como principal alvo de seus ataques. Ao mesmo tempo, busca consolidar apoio entre evangélicos e no agronegócio, dois setores estratégicos para sua candidatura. A grande aposta é herdar o capital político e os votos do pai.

Mas, apesar da semelhança no discurso, aliados reconhecem que Flávio não tem o mesmo carisma de Jair. Falta a ele a capacidade de mobilizar multidões e criar identificação espontânea com parte do eleitorado. Por isso, tenta compensar apostando em uma comunicação mais jovem, mais conectada às redes sociais e em uma imagem de “moderado”, evitando declarações racistas, misóginas ou excessivamente agressivas que marcaram a trajetória do pai.

O problema é que essa estratégia enfrenta obstáculos importantes. Os escândalos recentes, as ligações com figuras políticas desgastadas e até o apelido “Tariflávio”, que ganhou força nas redes, podem limitar seu crescimento. A tentativa de parecer uma versão mais leve de Jair pode não ser suficiente se o eleitor enxergar apenas uma cópia sem o mesmo peso político e sem a mesma força popular.

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